Como pedir alguém para tomar um café

É assim que você vai pedir seu café se estiver na casa de alguém ou em uma deli, lanchonete. O americano tem seu jeito (como o Starbucks) de tomar café, e cada um tem seu nome e seu jeito de ser pedido. Coffee to go – Café para levar. Os nomes dos cafés servidos nos Estados Unidos são todos em italiano, assim como aqui no Brasil. (Você sabe como pedir um café em inglês?) Caso não saiba, aprenda agora o que precisa para pedir e tomar seu café do jeitinho que gosta quando estiver em uma “coffee shop” (cafeteria) em um país de língua inglesa. Primeiro, para pedir algo em inglês, você pode usar as seguintes estruturas: É assim que você vai pedir seu café se estiver na casa de alguém ou em uma deli, lanchonete. O americano tem seu jeito (como o Starbucks) de tomar café, e cada um tem seu nome e seu jeito de ser pedido. Como pedir a alguém para sair com você. Todo mundo tem medo da rejeição, mas, às vezes, temos que correr o risco de experimentá-la, se queremos conseguir o que queremos. Leia este artigo para saber como pedir a alguém para sair, ... Para que o café seja servido dessa forma, é preciso pedir. Se nada disser, o café será servido na xícara um pouco menos quente. Café expresso; Para pedir um café expresso (ou espresso como dizem os italianos) basta dizer “um café, por favor”. Normalmente, o café expresso é aquele que a xícara é enchida até a metade ou um ... Morando em Portugal descobri que o café é uma paixão nacional, e é coisa séria para os portugueses que entendem e muito do assunto! E tem muitas formas de apreciar e é muito mais saboroso do que o servido no Brasil, os portugueses têm diferentes formas de pedir um café, existem vários nomes dependendo do que se serve e de como se serve. Starbuck's não é a cara do café daqui como pode parecer. Existem milhões de lojinhas pra tomar café aqui, e o Starbuck's é só a mais conhecida delas. Vou Starbuck's não é a cara do café daqui como pode parecer. Vou explicar como pedir um café nos Estados Unidos. Starbucks, Nespresso ou Illy, são boas opções. Como pedir por uma reunião de café . Aqui está como eu peço para um fodão nos negócios como eu quero me reunir com ele para um café. Os elementos chaves deste e-mail são: contexto, um pedido específico, reconhecimento / gratidão pelo seu tempo, comprometimento limitado de tempo, conveniência, sinalização de que você proverá valor. Você acabou de chegar ao seu destino. Passou pela imigração, pegou seu carro alugado e está louco para tomar um cafezinho. E aí, como pedir café em inglês? Fique tranquilo. Preparamos esse post para que você consiga pedir café em inglês sem dificuldades.

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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.25 23:07 lsmaia Eu fui a babaca por ter brigado com meu namorado por ele não ter ido me ver?

Na sexta eu comecei a tomar alguns medicamentos, não sou acostumada a me medicar, só em ultimo caso. No sábado de manhã acompanhei meu namorado para ele fazer umas coisas lá que ele queria, eu estava me sentindo muito cansada devido aos medicamentos, eu sabia que isso iria acontecer pois era um efeito colateral, porém de noite a minha pressão baixou muito (e eu já sou hipotensa), comecei a ficar zonza e vomitei umas 4x, nada parava no estômago, inclusive água, foi aí que descobri ser alérgica a um dos medicamentos kkkk
Mandei várias mensagens sobre o ocorrido para meu namorado (ele estava trabalhando então sabia que ele só iria ver no outro dia). Eu estava tendo dificuldade em dormir pois minha cabeça começou a latejar, mas no fim consegui e acordei no domingo me sentindo muito melhor, porém exausta por ter dormido muito pouso.
Meu namorado tinha respondido as mensagens, se mostrou preocupado mas não deu tanta importância pois deduziu que eu estaria melhor pois eu não tinha mais enviado nenhuma mensagem depois da quarta vez que vomitei.
Bom, como disse, havia acordado bem melhor, sem dor de cabeça e a comida parou no estômago depois de tomar o café da manhã, eu mandei mensagem para meu namorado relatando isso.
(Um pouco de contexto agora - sempre que meu namorado ficava mal ele nem precisava pedir para eu ir ver ele, eu ia mesmo que ele já estivesse bem, eu faço isso para eu ter certeza, afinal eu me importo com ele. Isso sempre foi automático para mim e achava que ele percebia isso e que iria fazer o mesmo por mim, tanto que foi o que eu estava esperando)
Enfim, enquanto ele acordou ele viu que eu tinha mandando mensagem que tava bem e das coisas que geralmente faço quando acordo. Ele não perguntou se poderia ir me ver, foi logo jogar no PC e ficou por isso mesmo. Sei que quando ele joga ele mal conversa comigo, mas eu teria ficado de boas se fosse em outra situação, eu tava bem sim, não tava tendo nenhuma reação mais, porém eu tava esperando que ele demonstrasse a mesma preocupação que eu sempre demonstro por ele. Eu queria que ele fosse me ver e deixei isso bem claro e ele se fez de sonso.
Ele enviou altas mensagens ao longo da manhã todo empolgado com o jogo novo e eu mal respondia ele pois estava irritada com a atitude dele.
Quando ele me questionou sobre, ele tava bravo comigo. Então falei do pq eu estar daquele jeito e ele surtou comigo, usando como justificativa que eu tava bem e fazendo minha rotina de sempre. Ele tava verdadeiramente puto com isso e eu briguei com ele pois não entendia o motivo dele estar daquele jeito. Ficamos de mal o dia todo e ele continuou batendo na mesma tecla que eu fui idiota pela minha atitude, que eu não deveria ter brigado com ele por me ver, que ele teria feito isso depois do almoço e eu estraguei tudo.
Fiquei a semana toda me sentindo louca por ter brigado com ele. Fiquei extremamente magoada com tudo isso e pedi desculpas pela minha atitude. Ele continuou bravo comigo e só relaxou quando fizemos coisas +18.
Enfim, eu fui a babaca por ter querer a presença dele mesmo estando bem?
Ps: antes que alguém me julgue por querer que ele tivesse ido me ver sendo que estamos em meio a uma pandemia, nós moramos relativamente perto um do outro e ambos estamos tendo que sair para trabalhar, então tecnicamente nenhum de nós está em quarenta.
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2020.06.06 22:13 NordestinoSemSotaque Término de Relacionamento, Traição e início de uma nova história.

Término de Relacionamento, Traição e início de uma nova história.
Olá Luba, Gatas, editores, papelões, possível convidado e turma que está a ver.
Há alguns anos atrás eu estava namorando uma pessoa, eu tinha 19 anos na época e considerava um bom relacionamento apesar dos ciúmes excessivos dela (Carls) em alguns momentos, porém aquele era o meu primeiro relacionamento então meio que eu não tinha base pra saber o que era uma relação saudável.
Porém ao longo do tempo começamos a ter mais divergências no relacionamento além dos ciúmes, uma das reclamações da Carls é que ela queria sair pra outros lugares e tals e eu tenho um perfil mais caseiro, até aí tudo bem, o relacionamento estava se desgastando, porém isso é normal quando as pessoas não têm os mesmos gostos. Tempos depois nós terminamos, porém com sentimento muito ruim, nós dois choramos abraçados tentando consolar um ao outro pela história que estava chegando ao fim e nesse fim de semana eu decidi que iriamos fazer tudo que tínhamos vontade (sair pra algum lugar, ir num cinema e etc...). Esse pra mim foi um término muito ruim, chorei muito por achar que eu tinha perdido uma pessoa incrível. Depois disso nós tínhamos umas recaídas as vezes e um dia ou outro saíamos juntos de novo. Porém, alguns meses depois nesse vai e vem uma mulher desconhecida(Fars) veio me contar que a "minha namorada" tinha me traído com o marido dela.
Nota de contexto: Esse cara já tinha namorado sério a um tempo atrás com a Carls e tinha traído ela com a Fars, a que me mandou mensagem (Ou seja o cara colocou chifre nas duas uma com a outra) detalhe quando essa mulher descobriu, ela estava grávida de 8 meses do cara...
https://preview.redd.it/z7t73ckkdc351.jpg?width=494&format=pjpg&auto=webp&s=f0b18e9cf8e0158e746d7bcbab94d527b4ad4379
Eu já tinha recebido essas mensagens fazia algum tempo, mas especificamente numa manhã de domingo eu fui ver do que se tratava, após ver essas mensagens o meu sofrimento acabou, não consegui derramar uma lágrima a mais pelo fim do relacionamento, porém, meu coração estava preenchido de ódio, não consegui nem tomar café da manhã de tanto nojo que eu sentia.
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Depois de falar com a Fars fui imediatamente mandar mensagem para a Carls e pedir pra conversar pessoalmente dando a entender que eu queria conversar sobre o nosso termino de namoro, e lá na casa dela eu me tranquei no quarto com ela e começamos a conversar, o detalhe é que até então eu não acreditava em tudo aquilo, fui na casa dela justamente para tirar dela uma confissão e assim aconteceu mostrei o que a mulher tinha me falado e a questionei sobre a suposta traição, uma das coisas que ela tinha me dito é que tinha se arrependido do que fez, que tinha bloqueado o cara e que fez isso porque eu não dava atenção o suficiente pra ela (mesmo assim acho que nada disso justifica uma traição, acho que é uma coisa pra se conversar e terminar caso você queira ficar com outra pessoa), acredito que ela realmente falou a verdade pois quando nós terminamos choramos juntos, porém por motivos diferentes, ela pela merda que fez e eu por achar que eu tinha deixado um bom relacionamento se desgastar.
Tudo isso aconteceu em baixo tom de voz pq por mais que eu estivesse com raiva não queria fazer mal pra ela e nem que os pais dela soubessem disso. Enfim, conversei com ela falando como ela deveria ter agido, abracei ela (que estava chorando) dizendo que estava tudo bem e que só tinha ido pra lá descarregar o peso que eu tinha no peito, me despedi dos pais dela e fui embora.
Depois, Mandei algumas mensagens para a Fars...
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Nesse dia eu tinha ficado mais tranquilo, porém, eu estava tão dependente psicologicamente dela que mesmo procurando outro relacionamento, depois disso tudo ainda passamos noites juntos. O tempo passa e eu conheço alguém, uma menina incrível, que compartilha dos mesmos gostos, carinhosa, faz de tudo pra estar comigo, além de ser muito linda, enfim, me completa, ela é pra mim tudo que eu me esforço para ser pra ela.
Porém eu ainda estava com um certo ressentimento na minha mente, como se eu tivesse sido o otário na história, sofri por uma pessoa e no fim descobri que ela me enganou e ainda perdoei ela no fim. Depois que eu comecei a conversar com outra pessoa e a minha dependência com a minha ex acabou, finalmente eu tinha alguém pra conversar falar sobre o meu dia, contar as coisas que afligem meu coração e as que me dão felicidade. Então, eu comecei a conversar com a Carls dizendo que queria voltar, que perdoava ela etc... Iai, fui pra o primeiro encontro de verdade com a menina que eu já vinha conversando a um tempo, e aquele dia só reforçou que eu queria passar o resto da minha vida com aquela pessoa, e a Carls era tão paranóica (e eu sabia que isso ia acontecer) que ela percebeu que eu fiquei uma tarde sem falar com ela, ela ligou pra mim no meio do encontro e eu desliguei o celular. Quando eu voltei pra casa depois do encontro completamente satisfeito com a pessoa que eu tinha acabado de conhecer, liguei o celular, e lá estavam, um monte de mensagens que ela tinha mandado, me xingando e perguntando onde eu tava, e eu falei a verdade, que eu estava num encontro com uma pessoa e ela então falou que não queria mais me ver nem pintado de ouro.
Acabou que ela ainda tentou por mais uma semana voltar pra mim, mas não dava, mesmo antes com a dependência de uma pessoa no meu lado, depois da traição eu não encarava mais ela como um possível final feliz, só conseguia ver ela como um período de transição para algo bom.
Passaram-se alguns meses, e depois disso tudo, a Carls e a mãe dela (a quem eu tenho um carinho imenso, ainda mais depois que ela me disse que eu sou pra ela um filho que ela nunca teve e essas palavras ficaram gravadas no meu coração) me deram feliz aniversário, aproveitei para pedir desculpas a minha ex pela minha última atitude errada de fingir que queria voltar com ela, ela me desculpou e hoje em dia está tudo bem.
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Notas pessoais finais: 1. Esse erro que cometi com raiva dentro de mim, é um dos erros que foram essenciais pra eu me tornar quem eu sou hoje, provavelmente se eu não tivesse feito aquilo ainda carregaria comigo aquele sentimento de "o otário da história", coisa que eu não conseguiria proseguir sentindo isso...
  1. Tudo isso terminou com um final feliz. Eu e a menina que eu comecei a conversar depois do meu término estamos namorando, atualmente com um ano e meio de namoro. Ela é pra mim tudo que eu me esforço para ser pra ela, vive dizendo que eu sou a melhor coisa que já aconteceu na vida dela (Também não teve experiencias amorosas muito boas) e a recíproca também é verdadeira.
    A quarentena tá sendo difícil longe dela mas nos falamos todos os dias por ligação.
Essa é a minha história espero que tenham gostado. < 30!!!
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Botânico + Radiestesia para harmonizar vibração da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a oração EU SOU + ler O Código da Vinci + Jesus Quântico + Barra Fixa na praça de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resistência) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o avô + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Plínio Salgado para as crianças + Limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com calça jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca começar o treinamento + vender máquina de cartão de crédito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho político suspeito + café com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refeição do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetogênica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensadão + 2 cápsulas de Tadalafellas antes do sexo + só comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da página Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2019.07.04 13:24 gabpac A Inescapável Patologia do Homem que via Galinhas

- Deixe-me entender… O senhor diz que está vendo uma galinha? É isso?
- Isso, doutor. Uma galinha.
- Sei… Uma galinha. Uma só. Poderiam ser mais? - O doutor gesticulava usando só os dedos enquanto perguntava. - Talvez duas ou três?
- Não, não é isso, doutor. É que eu vejo uma galinha. Eu só não tenho certeza se é sempre a mesma, ou se cada vez que eu vejo uma galinha, na verdade, trata-se de outra galinha muito parecida. Eu não tenho muita experiência com galináceos, né? Não sei diferenciar uma galinha de outra. O doutor entenda… eu sempre vivi na cidade…
- Sei… O senhor está sendo perseguido por uma ou mais galinhas, uma de cada vez?
- Perseguido? bem, doutor, eu não diria perseguido. Eu vejo a galinha, digo, uma galinha, e ela está ali, cuidando da sua vida, fazendo... Sei lá, fazendo o que galinhas costumam fazer. Mas de forma alguma eu diria que estou sendo perseguido. Ao menos não por galinhas.
- O senhor está vendo uma galinha agora?
- Aqui, no consultório? Não, doutor. Aqui não tem galinha nenhuma. Mas tinha uma lá fora, na entrada do prédio.
- Na entrada do prédio. - O médico repetiu bem devagar, batendo com a caneta na palma da mão. - O senhor compreende que estamos bem no centro da cidade, não?
O rapaz sorriu.
- Doutor, se estivéssemos na zona rural e eu visse uma galinha, não teria procurado um médico, não é?
Doutor Gouveia não pareceu achar muita graça do comentário. Terminou uma anotação, empurrou os óculos mais para cima do nariz, fungou uma ou duas vezes e se aprumou para preencher o prontuário.
- Vamos ver… O senhor se chama Tiago Duarte…
- É Yago, com ipsilone.
- Yago. Yago Duarte, tem trinta e três anos. Profissão?
- Eu sou diretor do departamento de compras.
- Sei… - O doutor ia escrevendo, sem olhar para o paciente. - Casado? Filhos?
- Não. Solteiro. Eh, divorciado. Quer dizer, separado. Sem filhos.
- Ahan… O senhor é saudável de uma maneira geral? Sofre de alguma moléstia crônica?
- Não. Um resfriado, de vez em quando, né? Nada sério.
- Sei… E tem passado por algum estresse? Algum evento traumático?
Yago balançou a cabeça.
- Confusão no trabalho… Mas nada, não.
- Oquei… - o doutor esticou o "O" do oquei enquanto empurrava sua cadeira de rodinhas para trás.
- Então, senhor Yago, me conte porque o senhor me procurou.
- Eu vejo galinhas. - Yago respondeu casualmente. O doutor seguia encarando o paciente. Levantou a sobrancelha e franziu a testa, tentando encorajar o rapaz a continuar falando. - Pois é, doutor. É isso. Eu vejo galinhas.
- Como foi, eh… Como foi que isso começou?
- Foi na terça-feira. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi um ruído vindo da sala. Eu moro sozinho, eu não tenho bicho em casa, virei para olhar e ali estava ela, uma galinha, assim, desse tamanho. Era só a cara dela, olhando pela porta com o pescoço esticado, me espiando. Assim que eu me virei para a porta, ela saiu correndo.
- Sei… O senhor viu e também ouviu a galinha?
- Ouvi. Vi e ouvi, sim. Levei um baita susto, né? Porque uma galinha assim, na minha casa… Eu moro no segundo andar, lá na Aristides da Costa. Rua movimentada. Uma galinha? Não faz sentido, né? Eu fui atrás dela, que ela correu para a sala. Eu juro para o senhor. Fiquei meia hora procurando a bicha. Quase perdi a hora. Saí sem tomar café.
- Sei… E foi só isso?
- Não, claro que não. Se fosse só isso, bem, eu ia achar que foi confusão da minha cabeça. Acontece, né? Mas não. Eu segui para o trabalho no carro e daí eu parei no sinal. Assim que o sinal abriu eu vi, ali na esquina, uma galinha. Tava lá, correndo de um lado para o outro da rua transversal, que nem na piada.
- Que piada?
- Aquela: por que é que a galinha cruzou a rua?
- Ah. Claro, claro. A piada. Sei.
Ficaram os dois em silêncio. Yago, como se pensando na piada, e o doutor Gouveia esperando ele continuar a história.
- E depois? - O doutor incentivou.
- Depois o que?
- Depois da galinha que o senhor viu no sinaleiro...
- Ah! É. A galinha que cruzou a rua. Fiquei olhando, mas a galinha sumiu. Quis perguntar para o carro do lado se ele também tinha visto. Quer dizer, para o motorista do carro ao lado, que eu não converso com carro… Não sou biruta, ainda, eu acho. Mas aí começaram a buzinar e eu tive que seguir adiante. Doutor, o senhor acha que eu estou louco?
- Senhor Yago, é muito cedo para eu te dar algum diagnóstico preciso. Conte mais. Essa galinha na esquina, foi a última?
- Não! Antes fosse, antes fosse. Foram várias. Teve essa, escute, doutor. Eu ia chegando no escritório, descendo a rampa da garagem do prédio quando eu vi, subindo a rampa em sentido contrário, uma galinha! Nem deu tempo de conter o susto. Gritei para o guardinha, Ô, Antônio! Ô, seu Antônio? Você viu essa galinha?, seu Antônio nem me ouviu. Estava abrindo o portão para a Elizete. Eu acho, doutor, que o seu Antônio tem alguma coisa com a Elizete… - Yago coçou vigorosamente a têmpora e fez uma careta. Daí ficou compenetrado, olhando para um ponto fixo na parede. - Seu Antônio e a Elizete… - Yago voltou à vida e olhou de volta para o doutor. - Bem! Eu passei a manhã distraído, de tal jeito que nem me recuperei direito. E logo depois, doutor, imagine, eu tinha uma reunião de almoço com uns fornecedores do Paraná. Adivinha o que fomos comer?
- Galinha?
Yago olhou para o doutor com estranhamento e as suas sobrancelhas se uniram. Em voz baixa e levantando os ombros respondeu:
- Não doutor. Peixe… Por que é que eu iria comer galinha?
- Eu… eu não sei. Não importa. - Doutor Gouveia sacudiu a cabeça. - Continue.
- Enfim, doutor. Foi eu me sentar na cadeira no restaurante e uma galinha saiu correndo para a cozinha. Garçom! Garçom! Uma galinha, ali, acabou de entrar na cozinha! Eu me levantei e apontei. O garçom ficou me olhando, sem entender o que eu queria dele. Senhor, esse é um restaurante de peixes. Não temos frango. O senhor gostaria de uma salada, talvez? Ele não entendeu, né? Achou que eu estava pedindo para comer uma galinha. Eu ia pedir para entrar na cozinha e procurar o bicho, mas eu estava ali com os fornecedores. Ruim isso, né doutor? Que eu tive que me segurar e sentar na minha cadeira, participar da conversa… Mas eu estava distraído, pensando, tentando entender…
- De onde veio a galinha?
- Não, não. - Yago se irritou. - A questão do Antônio e da Elizete! Que a Elizete é secretária do segundo andar, começou faz poucos meses, e o Antônio é funcionário antigo. Será que tinha alguma coisa ali mesmo? Porque, se tinha, o chefe da logística ia ficar cabreiro. O chefe da logística, o Amílcar, o pessoal espalhou que contratou a Elizete por conta do… da… do… enfim, por conta de elementos extra-profissionais, entende?
O doutor deu um suspiro.
- Houve mais casos em que o senhor viu uma galinha?
- Aconteceu sim, naquele dia mesmo, logo em seguida do almoço. Fui para a sala do chefe. Quando eu ia entrando, saiu dali um cara que era assessor de um deputado estadual. Aí tem, eu pensei, que o tal deputado tava enrolado em um monte de coisa que a gente já tinha ouvido dizer, mas que ninguém tinha provas. Doutor sabe do que eu estou falando, né? Bem, entrei ali, conversar com o chefe sobre o almoço com os fornecedores do Paraná. Eu vi, em cima da mesa, uma pasta que ele estava tentando esconder com a mão, fingindo que não era nada… Mas eu li a palavra Licitação. Vixi! Mas, bem, não tenho nada com isso, né? Só que, daí, assim que eu ia saindo da sala, eu olhei para o lado de fora eu vi!
- A Elizete?
- Não, doutor, a Elizete trabalha em outro andar. Uma galinha! cruzando o corredor na frente da sala do chefe! Eu ainda perguntei pro meu chefe, o senhor viu isso, seu Cláudio?, Isso o que?, A, o, a… deixa para lá. Não é nada não. Tenha um bom dia! Me levantei e saí correndo pegar a bicha! Ô, Siomara, você viu? Passou aqui mesmo!, Do que é que você está falando, Yago? Não vi nada passando aqui, Bem, nada não, Siomara. Desculpa! Desisti e voltei para minha sala.
- Isso que você conta foi… na terça feira, certo? - O médico perguntou enquanto consultava o prontuário.
- Terça-feira. Mas quarta feira foi bem pior.
- Conte, por favor.
Yago esfregou os olhos com as mãos, olhou para um canto do teto por uns segundos enquanto sacudia os dedos como se fosse um pianista pronto para dar o primeiro acorde. Juntou as mãos e voltou a olhar para o médico.
- Ah! Quarta-feira… Eu dormi bem. Nem sonhei, ou não me lembro de ter sonhado. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico interrompeu:
- Senhor Yago, me diga, o senhor tem a sua rotina bem estabelecida? Costuma fazer as coisas exatamente da mesma maneira, todos os dias?
- Não sei, doutor… Eu tenho lá minhas coisinhas, né? Todo mundo tem. Eu gosto de tomar café de manhã, todas as manhãs. O senhor não?
O doutor Gouveia ignorou a pergunta, anotou alguma coisa no prontuário e pediu para o paciente continuar:
- Então, o senhor dizia que tinha ouvido um barulho vindo da sala. O que aconteceu depois?
- Isso. Um barulho na sala! Já fui pensando se era, ou se não era uma galinha. Eu já tinha me esquecido dessa história... Uma galinha na minha sala… Isso não faz nenhum sentido, né? Mas não. Não ouvi mais nada. Dessa vez eu não parei para procurar por galinha nenhuma. Tomei o meu café e fui para o escritório. Eu juro, doutor, que eu fiquei atento se me aparecia uma galinha no caminho… Mas não apareceu. Estacionei o carro e, lá da garagem eu chamei, o elevador. Estava ali, esperando, me distraí, lembrei de uns papéis que tinha que ter trazido comigo e não tinha certeza se estavam na minha pasta. Abri a pasta, conferi que estavam ali e fechei de novo. Eu não tinha reparado, mas o elevador já tinha chegado e, quando me dei conta, só deu tempo de ver as portas se fechando. E ali dentro, doutor, uma galinha! Eu tentei segurar a porta, enfiar o pé no vão, apertar o botão… Mas lá se foram, a galinha e o elevador.
Yago deu um suspiro, como se tivesse perdido o elevador naquele momento.
- Subi de escada, correndo. No caminho apareceu um colega, o Oviedo. Ele tava com uma cara assustada, ansiosa, eu já ia perguntar se ele por acaso tinha visto uma galinha. Mas ele foi mais rápido e disse: Yago… Você tá subindo para o teu escritório? Eu tava, né? Para onde mais era para eu estar indo àquela hora da manhã? Eu respondi que sim. O Oviedo pensou, pensou e daí resolveu dizer, cochichando: Ó, melhor dar um tempo, Yago. Tá tudo meio complicado lá em cima. Sai, vai até a padaria, faz uma hora por lá… depois volta. Eu até que ia seguir o conselho dele, mas quando eu ia me virar para seguir o Oviedo, eu escuto: cocó! Cocó-có! Meu senhor Jesus Cristo! Eu agora pego a penosa! Subi correndo escada acima seguindo o barulho, fui até o alto do prédio… Mas não vi a galinha, se é que tinha alguma galinha. Eu estava esbaforido, o doutor pode imaginar, né? Eu, assim, meio gordinho, subindo oito andares de escada vestindo camisa, carregando minha maletinha… Quando então, ali na escadaria mesmo, logo ali no andar debaixo, o que eu vejo?
O médico fez uma cara um pouco aparvalhada, levantou as palmas das mãos e tentou:
- A Elizete?
- Não! O auditor da receita federal conversando com o meu chefe! Doutor! Que susto! O Oviedo deve ter visto alguma fuzarca no escritório do chefe, mas quem viu o Cláudio conversando com o auditor fui eu. Aperto de mão, tapinha no ombro, cochicho…
- Senhor Yago, isso tem alguma coisa à ver com o seu problema?
- Tem, tem sim! - E aí Yago soltou tudo, num sopro só, ofegando, como se tivesse acabado de subir os oito andares de escada. - Porque eu ia vendo isso ali no meio lance de escadas abaixo do meu, quando eu vi, logo ali, uma galinha! Doutor, ali, meio lance de escada abaixo de mim! Tava ali a penosa, popó, popopó, ciscando o chão de pedra. Só que eu não podia me mexer. Aliás, se a galinha fizesse muito barulho ia chamar a atenção dos dois ali embaixo, e podia ser que me vissem. Doutor! eu fiquei paralisado, suando bicas, olhando para a galinha a menos de dez degraus de onde eu estava. Popo popo popó. Ela não descia nem subia. Eu olhava para ela e ao mesmo tempo tentava escutar o que os dois conversavam ali em baixo. Nem consegui ouvir tudo direito, mas era maracutaia. Das brabas.
O doutor se levantou, atravessou a sala, encheu um copo d'água do filtro que estava sobre um móvel.
- Tome, Yago. Tente se acalmar.
Bebeu toda água em um gole só. Devolveu o copo para o médico, gesticulando que precisava de outro copo.
- Já trago mais.
O médico trouxe mais dois copos cheios. Yago tomou o primeiro de uma vez só e, mais calmo, tomou o outro aos goles. Secou a testa suada com a manga da camisa e prosseguiu.
- Assim que os dois terminaram de conversar, entraram e bateram a porta atrás deles. A galinha se assustou e saiu meio voando, meio correndo, escadaria abaixo. Eu fui atrás. Doutor, já perseguiu uma galinha escada abaixo? O Senhor tenha misericórdia, doutor, que eu quase caí um par de vezes. E não alcancei o bicho. Cheguei lá em baixo. Nada de galinha. Sumiu de novo.
Com os cotovelos sobre a mesa, Yago apoiou sua testa nas mãos e suspirou com um ar cansado.
- Sumiu de novo a diaba da galinha. E eu fiquei ali no fim da escadaria, lá no estacionamento, parecendo um palerma, suado e bufando. Posso pegar mais um copo d'água?
Se levantou sem esperar resposta. Encheu o copo que tinha na mão, bebeu e repetiu. Antes de sentar-se, disse:
- Enquanto eu tomava fôlego, ainda ali na escadaria, me aparece o Oviedo com uma coxinha e um guardanapo todo engordurado. Você ainda está aqui?! Cara tá uma confusão no segundo andar! Pegaram a Elizete com o Aguinaldo das Finanças. Parece que vão demitir ele. Imagine, doutor… - Yago riu. - Demitir o Aguinaldo das Finanças. O cara é sobrinho do dono da empresa! Iam demitir nada.
Com gestos impacientes o doutor Gouveia parecia tentar puxar a história contada com as mãos:
- Tá… Mais alguma galinha na quarta-feira?
- Não ao longo do dia. E que dia, doutor! Aguinaldo das Finanças pelo jeito ia ser afastado. Ninguém tinha visto o rapaz pelo escritório e o falatório era geral. A Elizete era outra que tinha sumido. Meu chefe ficou o dia fechado na salinha dele e eu almocei um sanduíche com o Oviedo, ver se eu me botava a par das fofocas do escritório. Oviedo é um baita fofoqueiro… Mas galinha, só uma no caminho de volta para casa e outra pulando de uma varanda até a outra no prédio da frente.
- O senhor não achou que já era hora de procurar um médico?
- Não. Eu estava bem. Estava tudo bem. Eu via umas galinhas… E daí?
- Então por que o senhor me procurou hoje?
- Por causa do que aconteceu na quinta.
- Quinta… Ontem, o senhor quer dizer?
- Isso. Ontem.
O médico fechou os olhos, espalmou as mãos sobre a mesa, respirou fundo e perguntou, bem pausadamente, mal contendo sua irritação:
- Então... o que aconteceu ontem?
- Bem, eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico não perguntou nada. Pegou o queixo com a mão, olhando para o paciente por detrás dos óculos. Nem um gesto, nem uma menção para Yago continuar falando.
- Não era nada. - Yago finalmente disse, olhando para o chão. - Quer dizer, eu não vi nada. Não encontrei a galinha. Já estava me acostumando com as galinhas na minha vida. Estivesse ela ali no meu apartamento, ou não, eu já nem ligava, né? Desde que não fizesse cocô no meu tapete, ou no sofá… Bem, então, fui para o escritório. Cheguei no escritório e vi o seu Antônio com uma cara sombria, sério, agitado. Ele que era tão alegre, tão calmo. Aí tem, que eu lembrei da fofoca do dia anterior. Estacionei, subi para o meu andar. Na minha sala não tinha ninguém. Estava tudo vazio. Tinha era uma galinha sentada na minha cadeira. Doutor! Me enfezei. Aí já era demais, né? Aí já era abuso! Na minha cadeira! Me posicionei para emboscar a galinha. Me aproximei dela devagar, com as mãos prontas para agarrar a bicha, quando alguém na porta passa correndo, sem olhar, e avisa: Ó, Yago, Tá um fuzuê lá na recepção! Melhor vir ver! Acho que era o Dogoberto. Quando eu me virei de volta, a galinha já tinha sumido. Deixei minha maletinha em cima da mesa e fui ver o que o Dogoberto queria de mim.
Yago se ajeitou na cadeira e seguiu contando:
- Tava uma galera lá na recepção. Todo mundo ao redor de uma televisão que normalmente fica passando uma apresentação de Power-Point horrorosa. Era um policial federal falando, ou era o juiz? Não, desculpa, minto, era o procurador. Isso. Era o procurador. Ele falava a respeito do tal do deputado estadual, aquele mesmo que tava na sala do meu chefe Cláudio antes. Que o deputado estava sendo indiciado por recebimento de dinheiro, coisa e tal. O José Shmidt gritou lá do fundo da sala que foi o puto, desculpa, doutor, foi o que ele disse, que o puto do Amílcar da Logística que foi quem denunciou o Aguinaldo. A Margarida se meteu, confirmando que foi o Amílcar da Logística mesmo, que o cara ficou todo cheio de ciúmes do Aguinaldo da Finanças que tava arrastando asa para a pobre da Elizete que não era nada mais que uma boa moça, honesta e limpa. A Margarete tem isso de elogiar as pessoas que ela gosta como sendo limpas. O Aguinaldo nem tava ali para se defender, que eu sabia que o rabo-preso da história era meu chefe, que eu vi combinando cambalacho com o fiscal da receita, mas não falei nada. Mas, doutor, olha a situação: todo mundo batendo boca ali na recepção, o juiz ali na televisão falando do deputado… Não, era juíz, né? Era o policial. Isso. Me confundi antes. Era um policial federal. Enfim, o policial federal falando do deputado, a turma dizendo horrores da Elizete, que era limpa mesmo, e eu vi… Doutor, eu vi ali na televisão, atrás do juiz…
- O teu chefe?
- Não! Doutor! Uma galinha! Na televisão! E eu gritei: galinha! E metade da turma, achando que eu tava atacando a Elizete, acho que achando que ela era uma galinha mesmo, começou a gritar junto! Galinha! Daí foi porrada para todo lado, que tinha gente que achava que a Elizete era inocente e não tinha nada que ver, nem com a briga, nem com as maracutaias da chefia. Seu Antônio apareceu depois, chorando, veio avisar que o Cláudio disse que ia sair de férias. E levou a Elizete com ele.
Yago ficou quieto.
Doutor Gouveia tirou os óculos e começou a limpar as lentes com um lenço de papel, contido. Ninguém dizia nada. O doutor, a esse ponto, se recusava a fazer qualquer pergunta. Yago parecia perturbado. Depois que o silêncio pesou, Yago continuou a explicação:
- Pois é doutor… Todo mundo meio consternado, pensando no seu próprio emprego… Eu voltei para minha sala. E foi aí que eu vi, em cima da cadeira, bem onde tinha estado a galinha. Tinha um ovo. Um ovo, doutor. Tá aqui.
Yago se virou, abriu sua mochila, tirou dali de dentro um tupperware com um ovo dentro. Botou em cima da mesa do médico.
- Então, doutor. Pode ser que eu esteja ficando maluco?
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2019.07.04 13:23 gabpac A Inescapável Patologia do Homem que via Galinhas

- Deixe-me entender… O senhor diz que está vendo uma galinha? É isso?
- Isso, doutor. Uma galinha.
- Sei… Uma galinha. Uma só. Poderiam ser mais? - O doutor gesticulava usando só os dedos enquanto perguntava. - Talvez duas ou três?
- Não, não é isso, doutor. É que eu vejo uma galinha. Eu só não tenho certeza se é sempre a mesma, ou se cada vez que eu vejo uma galinha, na verdade, trata-se de outra galinha muito parecida. Eu não tenho muita experiência com galináceos, né? Não sei diferenciar uma galinha de outra. O doutor entenda… eu sempre vivi na cidade…
- Sei… O senhor está sendo perseguido por uma ou mais galinhas, uma de cada vez?
- Perseguido? bem, doutor, eu não diria perseguido. Eu vejo a galinha, digo, uma galinha, e ela está ali, cuidando da sua vida, fazendo... Sei lá, fazendo o que galinhas costumam fazer. Mas de forma alguma eu diria que estou sendo perseguido. Ao menos não por galinhas.
- O senhor está vendo uma galinha agora?
- Aqui, no consultório? Não, doutor. Aqui não tem galinha nenhuma. Mas tinha uma lá fora, na entrada do prédio.
- Na entrada do prédio. - O médico repetiu bem devagar, batendo com a caneta na palma da mão. - O senhor compreende que estamos bem no centro da cidade, não?
O rapaz sorriu.
- Doutor, se estivéssemos na zona rural e eu visse uma galinha, não teria procurado um médico, não é?
Doutor Gouveia não pareceu achar muita graça do comentário. Terminou uma anotação, empurrou os óculos mais para cima do nariz, fungou uma ou duas vezes e se aprumou para preencher o prontuário.
- Vamos ver… O senhor se chama Tiago Duarte…
- É Yago, com ipsilone.
- Yago. Yago Duarte, tem trinta e três anos. Profissão?
- Eu sou diretor do departamento de compras.
- Sei… - O doutor ia escrevendo, sem olhar para o paciente. - Casado? Filhos?
- Não. Solteiro. Eh, divorciado. Quer dizer, separado. Sem filhos.
- Ahan… O senhor é saudável de uma maneira geral? Sofre de alguma moléstia crônica?
- Não. Um resfriado, de vez em quando, né? Nada sério.
- Sei… E tem passado por algum estresse? Algum evento traumático?
Yago balançou a cabeça.
- Confusão no trabalho… Mas nada, não.
- Oquei… - o doutor esticou o "O" do oquei enquanto empurrava sua cadeira de rodinhas para trás.
- Então, senhor Yago, me conte porque o senhor me procurou.
- Eu vejo galinhas. - Yago respondeu casualmente. O doutor seguia encarando o paciente. Levantou a sobrancelha e franziu a testa, tentando encorajar o rapaz a continuar falando. - Pois é, doutor. É isso. Eu vejo galinhas.
- Como foi, eh… Como foi que isso começou?
- Foi na terça-feira. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi um ruído vindo da sala. Eu moro sozinho, eu não tenho bicho em casa, virei para olhar e ali estava ela, uma galinha, assim, desse tamanho. Era só a cara dela, olhando pela porta com o pescoço esticado, me espiando. Assim que eu me virei para a porta, ela saiu correndo.
- Sei… O senhor viu e também ouviu a galinha?
- Ouvi. Vi e ouvi, sim. Levei um baita susto, né? Porque uma galinha assim, na minha casa… Eu moro no segundo andar, lá na Aristides da Costa. Rua movimentada. Uma galinha? Não faz sentido, né? Eu fui atrás dela, que ela correu para a sala. Eu juro para o senhor. Fiquei meia hora procurando a bicha. Quase perdi a hora. Saí sem tomar café.
- Sei… E foi só isso?
- Não, claro que não. Se fosse só isso, bem, eu ia achar que foi confusão da minha cabeça. Acontece, né? Mas não. Eu segui para o trabalho no carro e daí eu parei no sinal. Assim que o sinal abriu eu vi, ali na esquina, uma galinha. Tava lá, correndo de um lado para o outro da rua transversal, que nem na piada.
- Que piada?
- Aquela: por que é que a galinha cruzou a rua?
- Ah. Claro, claro. A piada. Sei.
Ficaram os dois em silêncio. Yago, como se pensando na piada, e o doutor Gouveia esperando ele continuar a história.
- E depois? - O doutor incentivou.
- Depois o que?
- Depois da galinha que o senhor viu no sinaleiro...
- Ah! É. A galinha que cruzou a rua. Fiquei olhando, mas a galinha sumiu. Quis perguntar para o carro do lado se ele também tinha visto. Quer dizer, para o motorista do carro ao lado, que eu não converso com carro… Não sou biruta, ainda, eu acho. Mas aí começaram a buzinar e eu tive que seguir adiante. Doutor, o senhor acha que eu estou louco?
- Senhor Yago, é muito cedo para eu te dar algum diagnóstico preciso. Conte mais. Essa galinha na esquina, foi a última?
- Não! Antes fosse, antes fosse. Foram várias. Teve essa, escute, doutor. Eu ia chegando no escritório, descendo a rampa da garagem do prédio quando eu vi, subindo a rampa em sentido contrário, uma galinha! Nem deu tempo de conter o susto. Gritei para o guardinha, Ô, Antônio! Ô, seu Antônio? Você viu essa galinha?, seu Antônio nem me ouviu. Estava abrindo o portão para a Elizete. Eu acho, doutor, que o seu Antônio tem alguma coisa com a Elizete… - Yago coçou vigorosamente a têmpora e fez uma careta. Daí ficou compenetrado, olhando para um ponto fixo na parede. - Seu Antônio e a Elizete… - Yago voltou à vida e olhou de volta para o doutor. - Bem! Eu passei a manhã distraído, de tal jeito que nem me recuperei direito. E logo depois, doutor, imagine, eu tinha uma reunião de almoço com uns fornecedores do Paraná. Adivinha o que fomos comer?
- Galinha?
Yago olhou para o doutor com estranhamento e as suas sobrancelhas se uniram. Em voz baixa e levantando os ombros respondeu:
- Não doutor. Peixe… Por que é que eu iria comer galinha?
- Eu… eu não sei. Não importa. - Doutor Gouveia sacudiu a cabeça. - Continue.
- Enfim, doutor. Foi eu me sentar na cadeira no restaurante e uma galinha saiu correndo para a cozinha. Garçom! Garçom! Uma galinha, ali, acabou de entrar na cozinha! Eu me levantei e apontei. O garçom ficou me olhando, sem entender o que eu queria dele. Senhor, esse é um restaurante de peixes. Não temos frango. O senhor gostaria de uma salada, talvez? Ele não entendeu, né? Achou que eu estava pedindo para comer uma galinha. Eu ia pedir para entrar na cozinha e procurar o bicho, mas eu estava ali com os fornecedores. Ruim isso, né doutor? Que eu tive que me segurar e sentar na minha cadeira, participar da conversa… Mas eu estava distraído, pensando, tentando entender…
- De onde veio a galinha?
- Não, não. - Yago se irritou. - A questão do Antônio e da Elizete! Que a Elizete é secretária do segundo andar, começou faz poucos meses, e o Antônio é funcionário antigo. Será que tinha alguma coisa ali mesmo? Porque, se tinha, o chefe da logística ia ficar cabreiro. O chefe da logística, o Amílcar, o pessoal espalhou que contratou a Elizete por conta do… da… do… enfim, por conta de elementos extra-profissionais, entende?
O doutor deu um suspiro.
- Houve mais casos em que o senhor viu uma galinha?
- Aconteceu sim, naquele dia mesmo, logo em seguida do almoço. Fui para a sala do chefe. Quando eu ia entrando, saiu dali um cara que era assessor de um deputado estadual. Aí tem, eu pensei, que o tal deputado tava enrolado em um monte de coisa que a gente já tinha ouvido dizer, mas que ninguém tinha provas. Doutor sabe do que eu estou falando, né? Bem, entrei ali, conversar com o chefe sobre o almoço com os fornecedores do Paraná. Eu vi, em cima da mesa, uma pasta que ele estava tentando esconder com a mão, fingindo que não era nada… Mas eu li a palavra Licitação. Vixi! Mas, bem, não tenho nada com isso, né? Só que, daí, assim que eu ia saindo da sala, eu olhei para o lado de fora eu vi!
- A Elizete?
- Não, doutor, a Elizete trabalha em outro andar. Uma galinha! cruzando o corredor na frente da sala do chefe! Eu ainda perguntei pro meu chefe, o senhor viu isso, seu Cláudio?, Isso o que?, A, o, a… deixa para lá. Não é nada não. Tenha um bom dia! Me levantei e saí correndo pegar a bicha! Ô, Siomara, você viu? Passou aqui mesmo!, Do que é que você está falando, Yago? Não vi nada passando aqui, Bem, nada não, Siomara. Desculpa! Desisti e voltei para minha sala.
- Isso que você conta foi… na terça feira, certo? - O médico perguntou enquanto consultava o prontuário.
- Terça-feira. Mas quarta feira foi bem pior.
- Conte, por favor.
Yago esfregou os olhos com as mãos, olhou para um canto do teto por uns segundos enquanto sacudia os dedos como se fosse um pianista pronto para dar o primeiro acorde. Juntou as mãos e voltou a olhar para o médico.
- Ah! Quarta-feira… Eu dormi bem. Nem sonhei, ou não me lembro de ter sonhado. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico interrompeu:
- Senhor Yago, me diga, o senhor tem a sua rotina bem estabelecida? Costuma fazer as coisas exatamente da mesma maneira, todos os dias?
- Não sei, doutor… Eu tenho lá minhas coisinhas, né? Todo mundo tem. Eu gosto de tomar café de manhã, todas as manhãs. O senhor não?
O doutor Gouveia ignorou a pergunta, anotou alguma coisa no prontuário e pediu para o paciente continuar:
- Então, o senhor dizia que tinha ouvido um barulho vindo da sala. O que aconteceu depois?
- Isso. Um barulho na sala! Já fui pensando se era, ou se não era uma galinha. Eu já tinha me esquecido dessa história... Uma galinha na minha sala… Isso não faz nenhum sentido, né? Mas não. Não ouvi mais nada. Dessa vez eu não parei para procurar por galinha nenhuma. Tomei o meu café e fui para o escritório. Eu juro, doutor, que eu fiquei atento se me aparecia uma galinha no caminho… Mas não apareceu. Estacionei o carro e, lá da garagem eu chamei, o elevador. Estava ali, esperando, me distraí, lembrei de uns papéis que tinha que ter trazido comigo e não tinha certeza se estavam na minha pasta. Abri a pasta, conferi que estavam ali e fechei de novo. Eu não tinha reparado, mas o elevador já tinha chegado e, quando me dei conta, só deu tempo de ver as portas se fechando. E ali dentro, doutor, uma galinha! Eu tentei segurar a porta, enfiar o pé no vão, apertar o botão… Mas lá se foram, a galinha e o elevador.
Yago deu um suspiro, como se tivesse perdido o elevador naquele momento.
- Subi de escada, correndo. No caminho apareceu um colega, o Oviedo. Ele tava com uma cara assustada, ansiosa, eu já ia perguntar se ele por acaso tinha visto uma galinha. Mas ele foi mais rápido e disse: Yago… Você tá subindo para o teu escritório? Eu tava, né? Para onde mais era para eu estar indo àquela hora da manhã? Eu respondi que sim. O Oviedo pensou, pensou e daí resolveu dizer, cochichando: Ó, melhor dar um tempo, Yago. Tá tudo meio complicado lá em cima. Sai, vai até a padaria, faz uma hora por lá… depois volta. Eu até que ia seguir o conselho dele, mas quando eu ia me virar para seguir o Oviedo, eu escuto: cocó! Cocó-có! Meu senhor Jesus Cristo! Eu agora pego a penosa! Subi correndo escada acima seguindo o barulho, fui até o alto do prédio… Mas não vi a galinha, se é que tinha alguma galinha. Eu estava esbaforido, o doutor pode imaginar, né? Eu, assim, meio gordinho, subindo oito andares de escada vestindo camisa, carregando minha maletinha… Quando então, ali na escadaria mesmo, logo ali no andar debaixo, o que eu vejo?
O médico fez uma cara um pouco aparvalhada, levantou as palmas das mãos e tentou:
- A Elizete?
- Não! O auditor da receita federal conversando com o meu chefe! Doutor! Que susto! O Oviedo deve ter visto alguma fuzarca no escritório do chefe, mas quem viu o Cláudio conversando com o auditor fui eu. Aperto de mão, tapinha no ombro, cochicho…
- Senhor Yago, isso tem alguma coisa à ver com o seu problema?
- Tem, tem sim! - E aí Yago soltou tudo, num sopro só, ofegando, como se tivesse acabado de subir os oito andares de escada. - Porque eu ia vendo isso ali no meio lance de escadas abaixo do meu, quando eu vi, logo ali, uma galinha! Doutor, ali, meio lance de escada abaixo de mim! Tava ali a penosa, popó, popopó, ciscando o chão de pedra. Só que eu não podia me mexer. Aliás, se a galinha fizesse muito barulho ia chamar a atenção dos dois ali embaixo, e podia ser que me vissem. Doutor! eu fiquei paralisado, suando bicas, olhando para a galinha a menos de dez degraus de onde eu estava. Popo popo popó. Ela não descia nem subia. Eu olhava para ela e ao mesmo tempo tentava escutar o que os dois conversavam ali em baixo. Nem consegui ouvir tudo direito, mas era maracutaia. Das brabas.
O doutor se levantou, atravessou a sala, encheu um copo d'água do filtro que estava sobre um móvel.
- Tome, Yago. Tente se acalmar.
Bebeu toda água em um gole só. Devolveu o copo para o médico, gesticulando que precisava de outro copo.
- Já trago mais.
O médico trouxe mais dois copos cheios. Yago tomou o primeiro de uma vez só e, mais calmo, tomou o outro aos goles. Secou a testa suada com a manga da camisa e prosseguiu.
- Assim que os dois terminaram de conversar, entraram e bateram a porta atrás deles. A galinha se assustou e saiu meio voando, meio correndo, escadaria abaixo. Eu fui atrás. Doutor, já perseguiu uma galinha escada abaixo? O Senhor tenha misericórdia, doutor, que eu quase caí um par de vezes. E não alcancei o bicho. Cheguei lá em baixo. Nada de galinha. Sumiu de novo.
Com os cotovelos sobre a mesa, Yago apoiou sua testa nas mãos e suspirou com um ar cansado.
- Sumiu de novo a diaba da galinha. E eu fiquei ali no fim da escadaria, lá no estacionamento, parecendo um palerma, suado e bufando. Posso pegar mais um copo d'água?
Se levantou sem esperar resposta. Encheu o copo que tinha na mão, bebeu e repetiu. Antes de sentar-se, disse:
- Enquanto eu tomava fôlego, ainda ali na escadaria, me aparece o Oviedo com uma coxinha e um guardanapo todo engordurado. Você ainda está aqui?! Cara tá uma confusão no segundo andar! Pegaram a Elizete com o Aguinaldo das Finanças. Parece que vão demitir ele. Imagine, doutor… - Yago riu. - Demitir o Aguinaldo das Finanças. O cara é sobrinho do dono da empresa! Iam demitir nada.
Com gestos impacientes o doutor Gouveia parecia tentar puxar a história contada com as mãos:
- Tá… Mais alguma galinha na quarta-feira?
- Não ao longo do dia. E que dia, doutor! Aguinaldo das Finanças pelo jeito ia ser afastado. Ninguém tinha visto o rapaz pelo escritório e o falatório era geral. A Elizete era outra que tinha sumido. Meu chefe ficou o dia fechado na salinha dele e eu almocei um sanduíche com o Oviedo, ver se eu me botava a par das fofocas do escritório. Oviedo é um baita fofoqueiro… Mas galinha, só uma no caminho de volta para casa e outra pulando de uma varanda até a outra no prédio da frente.
- O senhor não achou que já era hora de procurar um médico?
- Não. Eu estava bem. Estava tudo bem. Eu via umas galinhas… E daí?
- Então por que o senhor me procurou hoje?
- Por causa do que aconteceu na quinta.
- Quinta… Ontem, o senhor quer dizer?
- Isso. Ontem.
O médico fechou os olhos, espalmou as mãos sobre a mesa, respirou fundo e perguntou, bem pausadamente, mal contendo sua irritação:
- Então... o que aconteceu ontem?
- Bem, eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico não perguntou nada. Pegou o queixo com a mão, olhando para o paciente por detrás dos óculos. Nem um gesto, nem uma menção para Yago continuar falando.
- Não era nada. - Yago finalmente disse, olhando para o chão. - Quer dizer, eu não vi nada. Não encontrei a galinha. Já estava me acostumando com as galinhas na minha vida. Estivesse ela ali no meu apartamento, ou não, eu já nem ligava, né? Desde que não fizesse cocô no meu tapete, ou no sofá… Bem, então, fui para o escritório. Cheguei no escritório e vi o seu Antônio com uma cara sombria, sério, agitado. Ele que era tão alegre, tão calmo. Aí tem, que eu lembrei da fofoca do dia anterior. Estacionei, subi para o meu andar. Na minha sala não tinha ninguém. Estava tudo vazio. Tinha era uma galinha sentada na minha cadeira. Doutor! Me enfezei. Aí já era demais, né? Aí já era abuso! Na minha cadeira! Me posicionei para emboscar a galinha. Me aproximei dela devagar, com as mãos prontas para agarrar a bicha, quando alguém na porta passa correndo, sem olhar, e avisa: Ó, Yago, Tá um fuzuê lá na recepção! Melhor vir ver! Acho que era o Dogoberto. Quando eu me virei de volta, a galinha já tinha sumido. Deixei minha maletinha em cima da mesa e fui ver o que o Dogoberto queria de mim.
Yago se ajeitou na cadeira e seguiu contando:
- Tava uma galera lá na recepção. Todo mundo ao redor de uma televisão que normalmente fica passando uma apresentação de Power-Point horrorosa. Era um policial federal falando, ou era o juiz? Não, desculpa, minto, era o procurador. Isso. Era o procurador. Ele falava a respeito do tal do deputado estadual, aquele mesmo que tava na sala do meu chefe Cláudio antes. Que o deputado estava sendo indiciado por recebimento de dinheiro, coisa e tal. O José Shmidt gritou lá do fundo da sala que foi o puto, desculpa, doutor, foi o que ele disse, que o puto do Amílcar da Logística que foi quem denunciou o Aguinaldo. A Margarida se meteu, confirmando que foi o Amílcar da Logística mesmo, que o cara ficou todo cheio de ciúmes do Aguinaldo da Finanças que tava arrastando asa para a pobre da Elizete que não era nada mais que uma boa moça, honesta e limpa. A Margarete tem isso de elogiar as pessoas que ela gosta como sendo limpas. O Aguinaldo nem tava ali para se defender, que eu sabia que o rabo-preso da história era meu chefe, que eu vi combinando cambalacho com o fiscal da receita, mas não falei nada. Mas, doutor, olha a situação: todo mundo batendo boca ali na recepção, o juiz ali na televisão falando do deputado… Não, era juíz, né? Era o policial. Isso. Me confundi antes. Era um policial federal. Enfim, o policial federal falando do deputado, a turma dizendo horrores da Elizete, que era limpa mesmo, e eu vi… Doutor, eu vi ali na televisão, atrás do juiz…
- O teu chefe?
- Não! Doutor! Uma galinha! Na televisão! E eu gritei: galinha! E metade da turma, achando que eu tava atacando a Elizete, acho que achando que ela era uma galinha mesmo, começou a gritar junto! Galinha! Daí foi porrada para todo lado, que tinha gente que achava que a Elizete era inocente e não tinha nada que ver, nem com a briga, nem com as maracutaias da chefia. Seu Antônio apareceu depois, chorando, veio avisar que o Cláudio disse que ia sair de férias. E levou a Elizete com ele.
Yago ficou quieto.
Doutor Gouveia tirou os óculos e começou a limpar as lentes com um lenço de papel, contido. Ninguém dizia nada. O doutor, a esse ponto, se recusava a fazer qualquer pergunta. Yago parecia perturbado. Depois que o silêncio pesou, Yago continuou a explicação:
- Pois é doutor… Todo mundo meio consternado, pensando no seu próprio emprego… Eu voltei para minha sala. E foi aí que eu vi, em cima da cadeira, bem onde tinha estado a galinha. Tinha um ovo. Um ovo, doutor. Tá aqui.
Yago se virou, abriu sua mochila, tirou dali de dentro um tupperware com um ovo dentro. Botou em cima da mesa do médico.
- Então, doutor. Pode ser que eu esteja ficando maluco?
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2019.05.30 22:09 KoopaTrope Sonhos lúcidos

- É sua tarefa, Luís, não minha.

- Eu sei, só estou pedindo ajuda. Você não pode me explicar?

O escritório inteiro olhava para os dois, mas a colega com quem ele falava nem tirava os olhos da tela para respondê-lo.

- Não. É responsabilidade sua.

Ele ficou ali, de pé, constrangido. A mulher acrescentou:

- Pôr calças também seria uma boa ideia.

Luís percebeu que estava pelado abaixo da cintura. Cobriu suas partes com as mãos e, envergonhado, voltou ao seu lugar. Sentou-se e fingiu que estava tudo normal. Perguntou-se se Mara havia visto aquela humilhação toda.

Tentou trabalhar, mas raciocinar estava difícil, então abriu o Outlook e digitou:


“Para: Suporte Técnico Assunto: Café Mensagem: 

Olá, Poderiam, por favor, me trazer uma xícara de café? Aguardo sua resposta. Atenciosamente, Luís Monteiro” 


Assim que enviou o e-mail, Mara veio ao seu cubículo conversar. Ela estava de saia rosa e uma boa parte da coxa de fora. Luís afundou-se na cadeira tentando esconder sua nudez debaixo da mesa.

- Precisa de ajuda? - A voz, assim como o rosto, era da sua ex, mas aquela era a Mara mesmo assim.

- Preciso.

Ele tentou se lembrar aonde estava guardado, na rede, o arquivo que precisava preencher. Abria diversas pastas mas não o achava. Mara mudava o peso de uma perna para a outra, impaciente.

Ele clicou duas vezes em um arquivo e um emulador de Super Nintendo se abriu, com as palavras “STAR WARS” em amarelo num fundo preto. A versão 16-bit do tema do filme tocando alto.

- Não sei o que é isso - ele mentiu enquanto tentava abaixar o volume da caixa de som, sem sucesso. - Nunca instalei isso. Não é meu.

Diversos colegas se aproximaram para olhar sua tela.

- Aqui está o café! - gritou o cara do suporte técnico, tentando ser ouvido por cima da música.

Luís tentava fechar a janela do emulador, mas não conseguia. O logo amarelo se distanciava da tela e um texto o seguia lentamente pelo espaço. A música continuava jorrando. O cursor estava em cima do “X”, mas quando ele clicava nada acontecia. No desespero, acertou com o cotovelo a xícara que havia surgido em cima da mesa. Mara gritou quando o café pelando caiu na sua perna.

- Desculpa! - Luís disse se levantando.

Os olhares dos colegas o lembraram que ele estava pelado. Mara chorava. Ela tirou a mão da coxa revelando uma ferida em carne viva.

- Desculpa! - Ele implorou.

A menina olhou para a nudez de Luís. Sua expressão passou de dor para surpresa, e logo para a de desespero.

- Na sua barriga também! - Ela disse, apontando para o jovem.

Ele olhou para baixo.

Sua barriga estava tostada. Bolhas cresciam e estouravam, fazendo sangue e pus escorrerem pelas suas pernas.


Tudo aquilo desapareceu, exceto pela música, e Luís viu-se em seu quarto, deitado na cama. O lap top estava quente em sua barriga ainda com Super Star Wars ligado. Fechou a janela do jogo assim que entendeu o que estava acontecendo. Ah, silêncio!

Havia chegado tarde do trabalho, descongelado e comido uma lasanha e deitado no escuro para jogar um pouco e relaxar. Nem percebeu quando caiu no sono. Devia ter esbarrado em alguma coisa e o lap top saiu do modo inativo, o acordando.

“Que merda de sonho”, pensou. Ter pesadelos já era ruim, mas sonhar que estava trabalhando era horrível. Chegara do serviço e pegara no sono por oito horas, só para trabalhar lá também. E agora já tinha que voltar pro escritório. Era como se fizesse três turnos emendados. O pior é que esses sonhos estavam cada vez mais frequentes.

Pensou sobre o pesadelo que teve. Aliviava-se ao lembrar dos detalhes e se assegurar de que nenhum deles tinha acontecido de verdade. Riu da ideia de pedir um café por e-mail para o suporte técnico. “Acho que vou fazer isso hoje”, brincou para si mesmo, começando a ficar grogue de sono novamente. Abriu os olhos com urgência e checou as horas no celular. Faltavam quinze minutos pra ter que se levantar.

Quinze minutos era o pior. Muito pouco para voltar a dormir mas muito tempo para desperdiçar se levantando. Já que estava com o computador na cama, abriu uma janela do Reddit e começou a navegar.

No meio de memes e gifs de cachorros, viu uma postagem que, se houvesse visto em outro dia, teria ignorado, mas hoje lhe chamara a atenção. Era um texto sobre sonhos lúcidos. Ele já havia ouvido falar naquilo, sabia que tinha a ver com controlar seus sonhos. “Num pesadelo como o de hoje isso seria muito útil”, pensou.


Ao meio-dia, enquanto almoçava, Luís leu o artigo salvo no celular.

O conceito era o que imaginava: controlar a si mesmo e tudo ao seu redor nos sonhos. A maneira como se alcançava isso era percebendo que estava sonhando sem acordar. Assim a realidade era sua para ser modelada. “Eu poderia fazer o que quisesse”, pensou. “Poderia ser um jedi, ter uma Ferrari, comer a Megan Fox…”.

Leu atentamente a segunda parte do texto, que ensinava como atingir a lucidez nos sonhos.

A primeira dica era ter um diário de sonhos, que deveria ficar na cabeceira da cama, tanto para que fosse possível anotá-lo antes de esquecê-lo, quanto para que de noite a pessoa caísse no sono perto do caderno. Isso faria com que ela inconscientemente se preparasse para sonhar, aumentando suas chances de perceber que sonhava.

Aquilo pareceu bobagem para Luís. Esse papo de inconsciente não era sua praia, mas o próximo ponto parecia mais racional e o fascinava.

Tratava-se de outro tipo de truque para perceber que se estava sonhando. A grande sacada era se viciar nesses truques, de maneira com que a pessoa começasse a testar o seu redor mesmo sem pensar a respeito, até que em algum momento acabaria fazendo aquilo sem querer em um sonho, e então perceberia que estava dormindo.

Dois desses truques fizeram muito sentido para Luís. Um era olhar a palma de sua mão o tempo todo, de cinco em cinco minutos, se possível, todos os dias, até que começasse a fazê-lo sem pensar. Acabaria conhecendo a imagem da sua palma, e quando, por vício, fizesse aquilo em um sonho, reconheceria que aquela não era exatamente a sua mão.

Outro truque que Luís achou que podia funcionar com ele era se viciar em apertar todo interruptor de luz que visse. Teria que, toda vez que entrasse em uma sala sozinho, procurar um interruptor e apertá-lo. Segundo a postagem, assim como a palma da mão, a mudança da luz em uma sala era difícil de ser reproduzida perfeitamente por nosso cérebro.

Se ele era influenciável o suficiente para frequentemente sonhar que estava trabalhando, não via porque não conseguiria condicionar-se a testar uma dessas coisas num sonho.


- Tá tudo bem? - Perguntou Pedro, ao flagrar Luís, de novo, olhando para a palma de sua mão.

- Sim, tudo certo.

Pedro sentava ao seu lado e provavelmente o veria fazendo aquilo diversas vezes ao dia, então Luís abriu o jogo:

- Eu só estou fazendo um teste. É um truque para se ter sonhos lúcidos.

O colega franziu a testa.

- Isso é quando você tem um sonho super realista, tipo A Origem, né?

- Mais ou menos. - Ele respondeu, sem saco para explicar, e com um pouco de vergonha também.

Após os dois ficarem em silêncio por um instante, Luís checou novamente sua palma. Pedro balançou a cabeça negativamente e balbuciou:

- Coisa de louco.

Luís ouviu esse tipo de comentário diversas vezes nos dias seguintes. Mesmo assim, sua força de vontade o fez continuar. De cinco em cinco minutos, as vezes ainda mais frequentemente, ele checava sua palma, não se importando com quem via. Começou a fazê-lo sem pensar, até na frente da Mara.

Sempre que entrava em um cômodo novo e se via sozinho, procurava o interruptor e o apertava, prestando atenção em como a luz se apagava e se acendia. Não importava se estava em casa, no escritório ou qualquer outro lugar. Chegou a apagar a luz sem querer na cozinha do escritório enquanto umas dez pessoas almoçavam. Apenas pediu desculpas e acendeu a lâmpada, aproveitando para reparar bem em como isso mudava o ambiente.

Até a dica do diário de sonhos ele seguiu. No começo sentiu-se um pouco ridículo escrevendo seus sonhos, mas acabou gostando de ter um jornalzinho e poder reler aqueles sonhos bizarros que sumiam de sua cabeça alguns minutos após acordar.

Após dois meses ele havia quase desistido daquilo tudo. Quando apertava um interruptor ou olhava para a palma de sua mão se perguntava por que estava fazendo aquela idiotice, mas então imaginava-se voando num sonho, e sendo um rei por oito horas, todos os dias, e insistia no hábito.


Um dia Luís estava com a Mara na casa dela. A aparência era da casa de sua avó, mas era a da Mara mesmo assim. Sentados no sofá, os dois conversavam, e a menina o tocava quando falava, e ria toda vez que ele fazia um comentário engraçado. “Isso está indo muito bem”, ele pensava, e pela primeira vez perto dela falava com confiança.

- Sabia que seu nome é de uma personagem do Star Wars?

- É mesmo? - Ela arregalou os olhos, muito interessada.

- Sim. Mara Jade. E o seu olho é verde, igual jade…

- Uau! Que coincidência!

- É! Eu pensei nisso assim que me apresentaram você, quando eu entrei na empresa.

- Eu tenho uma coisa do Star Wars aqui.

A moça se levantou e se trancou no closet. Depois de alguns instantes saiu vestindo uma longa tanga vinho que cobria a parte da frente e de trás de sua cintura, aberta nas laterais, um biquini metálico, pulseiras douradas e um colar apertado, do mesmo metal, do qual saia uma corrente. Seu cabelo trançado caia decorado por presilhas amarelas.

- Você gosta? - Ela o provocou.

- Muito - Respondeu, finalmente ficando nervoso.

- Vem.

Mara saiu da sala em direção ao seu quarto e Luís a seguiu. Entre os dois cômodos havia um corredor, e nele, sem pensar, o jovem olhou para a sua mão.

Havia algo de errado. Tentava reconhecer as linhas mas não conseguia. Elas se embaralhavam na sua palma. Apenas quando Luís focava no lugar em que uma linha deveria estar é que ela aparecia corretamente.

“Isso não está certo”, ele pensou.

- Vem, Luís.

Ele podia ver Mara na cama, olhando para ele do quarto. Teve vontade de esquecer a sua mão e ir até ela, mas algo dentro de si dizia que aquilo era muito importante, e que, muito tempo atrás, em um tempo que ele nem se lembrava mais, queria muito que aquilo acontecesse.

“Tinha a ver com perceber se eu estava sonhando”, lembrou. Aquele pensamento o fez procurar por um interruptor de luz.

Do lado da porta do quarto onde Mara estava havia um grande interruptor amarelo. Luís o apertou e nada aconteceu.

“Estranho”, pensou. A lâmpada estava apagada, mas o corredor continuava iluminado. Apertou o botão novamente e viu a luz surgir dentro da lâmpada, um instante mais devagar do que deveria, mas a iluminação ao seu redor continuava a mesma.

Uma realização veio de repente: “estou sonhando”.

Agora ele via a diferença. Era como se tudo existisse de maneira fraca, exceto aquilo em que ele prestava atenção. Olhava para Mara e a única coisa que existia era ela. Olhava para o interruptor e Mara deixava de existir, e após alguns segundos, quando relaxava, coisas ao redor começavam a aparecer em segundo plano, desfocadas.

“O que eu quiser vai existir. Isso é tudo minha imaginação, só preciso aprender a controlá-la”. Olhou para a mulher na cama e concentrou-se, imaginando-a levantando o braço. Ela o levantou. Como se uma chave tivesse sido virada no cérebro de Luís, o sonho parou de acontecer sozinho, e ele se viu no poder.

Ao ganhar o controle, tudo ao seu redor desapareceu. Ele estava no meio do nada.

Lembrou-se do artigo que leu. Haviam diferentes níveis de domínio dos sonhos, e no mais forte apenas o que a pessoa imaginasse existiria, sem nada em segundo plano sendo projetado pelo inconsciente. “Parece que vim direto pro nível mais avançado”, pensou.

Imaginou a Mara numa cama a sua frente e o pensamento se materializou na hora. Ele se aproximou. Agora tudo o que existia era ele, a cama e Mara. Relaxou por um instante e tudo desapareceu. Ele estava no meio do nada de novo. Esforçou-se para fazer Mara e a cama reaparecerem, e conseguiu, mas a mulher não fazia nada, apenas estava lá, da maneira em que ele a imaginava.

Tinha que concentrar-se para que ela continuasse existindo. Suas curvas, seu olhar, seu sorriso, nada daquilo existia mais sozinho, como antes, tudo dependia dele imaginar.

“Isso não é muito diferente de fantasiar acordado”, pensou. Tocou a pele da mulher. Não sentiu nada. Imaginou a textura e a temperatura, e de certa maneira a sentiu. “Isso não é um sonho mais. É só imaginação.” A decepção fez com que ele se desconcentrasse e tudo desapareceu novamente. Dessa vez ele imaginou a Megan Fox na sua frente. Tocou-a e o resultado foi o mesmo: teve que imaginar a sensação. “Isso é ridículo. Eu já me imaginei tocando essas duas um milhão de vezes. No sonho deveria parecer real!”.


O sonho foi interrompido pelos berros de um despertador. Xingando, Luís o desligou. Por instinto ele abriu seu diário de sonhos na página daquele dia, destampou a caneta Bic e olhou para a folha em branco por um segundo. Fechou a caderneta com a caneta no meio e a atirou para o outro canto do quarto. “Que merda”, ele pensou, frustrado. Não anotou mais seus sonhos.

Naquele dia o jovem lutou contra o vício e não olhou nenhuma vez para a palma de sua mão. Quando via um interruptor tinha vontade de xingá-lo. Sentia-se enganado e traído.

Parte de si ainda negava que aquilo realmente acontecera. Enquanto trabalhava, fechou os olhos e imaginou-se tocando a Megan Fox pelada. A sensação era exatamente igual à do sonho. O que ele havia visto e sentido enquanto sonhava não era nem um pingo mais real do que sua imaginação era normalmente, e ele não se considerava alguém com uma imaginação super fértil. Todas aquelas semanas de treino, o ridículo que passara na frente das pessoas ao olhar para sua mão o tempo todo, tudo aquilo para nada. Para um sonho de merda que nem podia ser chamado de sonho.

- Tá dormindo? - Perguntou Pedro, voltando do banheiro.

Luís abriu os olhos e fingiu trabalhar.

- Ou tá sonhando que nem A Origem? - Pedro riu alto com seu comentário, sentou-se e abriu seu lap top com um sorriso no rosto.


Ao chegar do trabalho, Luís comeu um miojo, colocou o pijama e tomou um remédio para dormir, que gostava de ter em casa para uma emergência. Deixou a louça acumular mais um dia. Ainda não eram nem 8 horas, mas ele apagou a luz do quarto e se deitou.

Não sabia exatamente aonde queria chegar, mas precisava sonhar. Ele se perguntou se “acordaria” outra vez dentro do sonho. Se acontecesse, talvez ele pudesse fazer tudo sentir mais real do que na noite passada. Seria bom. Mas ele torcia para que nada disso acontecesse. Ele queria ter um sonho normal, sem lucidez nenhuma. Um sonho que o enganasse até alguns segundos após acordar.

Um facho de luz azulada entrava pela abertura por entre as cortinas e se estampava na parede. Ficava mais forte e esbranquiçado quando um carro passava na rua. Luís assistiu aquilo por uma meia hora.

Ele não percebeu a transição, mas se encontrava em lugar nenhum, no meio do nada. Lá não era escuro, mas também não era claro. Simplesmente não era nada.

Lembrou-se de uma postagem que leu no Reddit, de um cara tentando entender como é possível que cegos simplesmente não enxergam, ao invés de ver tudo escuro. Alguém havia explicado pedindo para que o OP fechasse os olhos. “Tudo o que você vê é preto, certo?”, dizia o comentário. “E o que você vê atrás de si? Tudo escuro também? Não, você simplesmente não enxerga nada atrás de si. Não é preto nem branco, simplesmente não existe”. Assim era o nada ao redor de Luís.

Ele já estivera ali antes. Na noite anterior, assim que começou a sonhar lucidamente e tudo ao seu redor desapareceu, mas dessa vez o jovem soube que estava sonhando no instante em que adormecera e aparecera ali. Nem tivera a chance de ter um sonho não lúcido. “Merda. Será que vai ser assim a noite inteira?”

Resolveu pelo menos tentar se divertir. Lembrou-se do comentário do Pedro sobre Inception e tentou criar uma cidade ao seu redor, como no filme. Imaginou uma rua com calçadas. Não era ultra-realista como ele esperava que seus sonhos lúcidos seriam, era apenas tão real quanto sua imaginação. Ele se perguntou se sempre sonhara assim, tudo meio fora de foco, meio descolorido.

Concentrou-se no chão e, após alguns segundos, conseguiu detalhá-lo bem. O asfalto brilhava e a calçada era feita de paralelepípedos, todos perfeitos e do mesmo tamanho. Grama crescia aqui ou ali, por entre as pedras.

Imaginou um prédio ao seu lado, uma torre de cimento e vidro. Decorou-o com um portão de ferro, alguns degraus levando até a porta de entrada e uma portaria vazia.

Percebeu que, ao imaginar o prédio, havia deixado de lado o chão, que desaparecera. Imaginou-o outra vez, agora se esforçando para manter as duas coisas na cabeça ao mesmo tempo.

Conseguiu fazer ambas as coisas existirem juntas, mas não pôde mantê-las tão detalhadas quanto antes. Se o asfalto brilhava e grama crescia na calçada, o prédio era apenas uma torre cinza sem graça. Se o prédio tinha janelas e uma fachada bonita, o chão tornava-se apenas uma sombra aos seus pés.

“Talvez se eu praticar bastante eu consiga”, pensou, mas não queria treinar aquilo. Não era divertido. Qual era o ponto daquilo tudo? Ele só queria voltar a sonhar normalmente e deixar esses sonhos lúcidos pra trás.

Esqueceu o pedacinho de cidade ao seu redor. Tudo desapareceu e ele voltou ao nada.

Quis relaxar como se tentasse dormir, mas não tinha sono. Claro, já estava dormindo. Sua mente estava relaxada mas em alerta, como quando ele tomava café no escritório mas continuava com preguiça de trabalhar.

Ficou apenas pensando na vida, esperando as horas passarem. Não havia maneira de checá-las. Achava que haviam se passado duas horas, pelo menos. Três talvez. Esperou mais.

Considerou que teria que esperar oito horas até o despertador acordá-lo. Ou mais, porque havia dormido cedo. “Pensei que o tempo nos sonhos passasse mais rápido ou algo assim. Merda de filme”.

Talvez em um sonho de verdade o tempo parecesse passar de maneira diferente, mas ele podia chamar aquilo de sonho? Só estava com sua mente acordada enquanto dormia, nada mais.

Após o que pareciam ter sido realmente oito horas, acordou. Seu corpo estava descansado, mas sua mente não. Era difícil se concentrar em qualquer coisa.

No trabalho ele não rendeu nada e em casa menos ainda. Deixou as tarefas domésticas para o dia seguinte de novo. A louça continuou acumulando e ele sabia que amanhã teria que usar uma camisa amassada, porque não tinha energia para passar.

Faziam dias que ele não falava com seus amigos e família, mas ignorou as ligações de sua mãe, apenas mandou uma mensagem de “está tudo bem, amanhã nos falamos”. Não queria conversar com ninguém naquele estado.

Perto da meia-noite se deitou. Mesmo cansado, a ideia de dormir e ter um sonho daqueles outra vez lhe parecia terrível. Passou a noite inteira jogando Dwarf Fortress e tomando Coca-Cola.


- Meu Deus, você está um caco! - Disse Pedro.

- Não consegui dormir.

Luís olhava para a tela do computador, mas não raciocinava. Os e-mails que chegavam pareciam estar em grego e as conversas ao seu redor não faziam sentido. Não comentou nada nas reuniões em que participou. Se alguém lhe pedisse para resumi-las ele não teria ideia do que foi tratado.

Era como se tivesse ficado mais de 48 horas acordado, já que duas noites atrás, quando havia dormido, não descansara sua mente. No fim do expediente esse número subiu para 56 horas.

As cores estavam diferentes e as palavras não faziam sentido. “Isso já é considerado alucinar? Acho que sim”. Quando olhava para o computador por muito tempo e depois para uma parede branca, via a tela estampada em negativo, desaparecendo aos poucos e aparecendo mais forte cada vez que piscava os olhos.


Naquela noite ele não teve escolha, dormiu. Nem se lembrava de caminhar até a cama e se jogar, mas percebeu quando apareceu naquele nada que eram seus sonhos agora. Lúcido outra vez. Foi quando teve a realização de que talvez nunca mais sonhasse normalmente, e pra sempre estaria “acordado” ao dormir. Talvez ao “virar a chave” no seu cérebro ele tivesse quebrado sua habilidade de sonhar para sempre.

O desespero bateu. Oito horas por dia daquele tédio e solidão para o resto de sua vida seria tortura. Tentou se entreter de alguma maneira.

Criou outro ser humano no sonho e tentou dar-lhe uma personalidade, mas ele só fazia o que Luís imaginasse. Voltou a tentar criar sua cidade. Talvez se fizesse uma bem grande teria como se entreter nela. Dessa vez não tentou detalhá-la demais e preocupou-se apenas em criar o maior número de objetos possíveis, sem fazer os outros desaparecerem. O esforço mental era enorme.

Foi quando percebeu que isso só o esgotaria mais, e seus dias seriam cada vez piores.

Sentou-se no nada e tentou descansar. Teve a ideia de meditar. Não sabia muito bem como fazer aquilo mas sabia que tinha que tentar não pensar em nada. Talvez conseguisse descansar seu cérebro um pouco.

As horas passaram devagar e dolorosamente. Em nenhum momento ele sentiu que ficou menos lúcido, mas quando acordou Luís percebeu que a meditação o ajudou. Continuava exausto, mas sentia-se como se tivesse tirado uma soneca.

Nas noites seguintes ele continuou meditando, tentando usar sua cabeça o mínimo possível. Durante o dia ele lia sobre a prática e religiões orientais, o que ele teria achado ridículo alguns meses atrás. Seus dias voltaram a render, tanto no trabalho quanto em casa, e ele se sentia relativamente descansado. Voltou a comer bem, lavou a louça, ligou para a sua mãe e voltou a sair com seus amigos.

Seus dias eram bons, o problema eram as noites. Oito horas sem fazer nada além de meditar, todos os dias, sozinho, sabendo que a alternativa era sofrer de cansaço durante o dia. Houveram noites em que ele se rebelou. Imaginou-se em cenas de ação, duelando de espadas ou pilotando uma X-Wing. Outra noite passou o Episódio IV inteiro na sua cabeça, como se assistisse ao filme. O resultado dessas noites rebeldes era sempre o mesmo: no dia seguinte era como se não tivesse descansado, e ele prometia para si mesmo que naquela noite não cometeria o mesmo erro.

Após alguns meses ele estava pró em meditar. Já tinha até uma rotina. Criava uma versão simplificada de seu quarto, mas todo “zen”, com um bonsai de pinheiro-negro e um daqueles jardins de areia japoneses, uma janela que sempre dava para um céu azul por onde entrava seu cheiro favorito, o de grama cortada, e silêncio completo. Depois se sentava num puff super confortável, fechava os olhos e tentava não pensar em nada até acordar - o que fazia o quarto desaparecer, mas o importante era aquele relaxamento inicial. Ficou tão bom nisso que não gastava nem cinco minutos para criar o quarto, e conseguia descansar o resto da noite.

Ainda achava todo o papo espiritual das religiões orientais pura baboseira, mas aprender a não pensar em quase nada havia salvado sua vida.


Uma noite ele sentou-se naquele puff, fechou os olhos e prestou atenção em seus pensamentos. “Ainda tenho oito horas disso”, “não vou conseguir me concentrar hoje”, “amanhã tenho muita coisa pra resolver no trabalho”, “toda noite será assim, pro resto da vida?”. Como sempre, no começo seus pensamentos abundavam, mas Luís foi vencendo-os um a um, até que conseguiu manter o foco apenas em uma coisa: um ponto imaginário a cerca de dois metros à sua frente. Toda a sua energia mental estava focada naquilo. Algumas horas se passaram e então, como que num passe de mágica, ele esqueceu de prestar atenção no ponto.

Não percebeu quando passou a não pensar em nada, como havia lido que era possível, mas sempre duvidara. Sua autoconsciência naquele momento era como o nada lá fora: nem escura, nem clara, apenas não existia.

- Oi Luís.

A voz era grossa, mas feminina. Luís abriu os olhos assustado. Estava no meio daquele nada que já conhecia bem. Olhou ao redor, procurando alguém.

“Devo ter imaginado isso” pensou, frustrado de ter que começar a meditação de novo.

Imaginou o quarto. O chão, o puff, o bonsai, a porta, a janela, dessa vez até colocou um aquário em um canto porque estava sentindo-se criativo. Sentou-se no lugar de sempre, sentindo o cheiro de grama cortada.

Alguém bateu na porta.

Luís levantou-se de supetão. “Que porra é essa?”. Ele olhou para a porta assustado, tentando perceber se realmente tinha alguém do outro lado. Imaginou que lá fora o sol brilhava. Debaixo da porta a luz entrava em três fachos, como se houvessem dois pés parados do lado de fora. Certamente ele não estava imaginando aquilo de propósito.

Criou um olho mágico na porta e espiou. Do outro lado havia uma pessoa com longos cabelos pretos.

- Deixa eu entrar, Luís - ela disse.

Ele hesitou por um instante, mas ter um amigo nessas noites não seria nada mal. “Foda-se”, pensou, e abriu a porta.

A criatura entrou quase que violentamente, mas sorrindo. Olhava ao redor com muito interesse. Ela não usava nenhuma peça de roupa, mas seu magro corpo era coberto de pêlos, como os de um cavalo, e os longos cabelos pretos chegavam à cintura.

- Hm, não quer se sentar? - Luís apontou para a cama, sem jeito.

Ela se acomodou e bateu com uma mão peluda ao seu lado, sinalizando para que Luís se sentasse também.

Ele obedeceu.

- Quem é você? - O jovem perguntou.

Ela o olhou com grandes pupilas que cobriam quase todo o espaço branco dos olhos, que estavam abaixo de grossas e bagunçadas sobrancelhas. Quase sem queixo, seu rosto terminava em uma larga boca que ia de orelha a orelha.

- Não sei - ela respondeu, com toda a honestidade do mundo.

- Mas como você veio parar aqui, na minha cabeça, se eu não estou te imaginando?

Ela riu. Seus dentes eram pontudos.

- Eu sempre estive aqui, você que chegou faz pouco tempo.

- Então por que eu não te vi antes?

- Eu não pude fazer muita coisa desde que você assumiu o controle. - Ela já havia perdido o interesse no jovem e voltara a olhar ao seu redor. - Você me bloqueou.

- O que você fazia antes?

A mulher se levantou para olhar de perto o aquário.

- Se lá, o que eu quisesse - disse, batendo no vidro.

- Mas sempre aqui, na minha cabeça?

- Sempre aqui. Onde mais? - Ela pegou um peixe amarelo e o jogou em sua boca. Luís tentou disfarçar o choque - Mas, aparentemente, - ela continuou, mastigando - você prefere apertar um interruptor do que transar com a Mara vestida de Leia, o que eu posso fazer?

Ele ficou sem palavras por um instante, tentando entender o sentido daquilo tudo.

- Você controlava meus sonhos?

- Boa parte sim. A maior parte não.

- A maior parte eu que criava, certo? Meu inconsciente que criava?

- Sei lá - Ela fez uma cara como se nunca tivesse ouvido aquela palavra. - Só sei que você tirou todo mundo da jogada, né?

- E o que aconteceu com ele?

Ela deu de ombros, sinalizando que não sabia.

- E por que foi você que apareceu agora, e não o meu inconsciente?

Ela deixou o aquário de lado e o olhou seriamente.

- Olha, eu não sei responder essas coisas. Essas palavras que você usa… É difícil explicar o que se passa por aqui. - Ela foi até o bonsai, arrancou uma folha em formato de agulha e a cheirou. - Só sei que vi uma brexa e entrei. Fui mais rápida que qualquer outra coisa, acho. Só isso.

A mulher parecia não conseguir focar em algo por muito tempo. Luís apenas a observou, até tomar coragem e perguntar:

- Você pode me fazer sonhar como antigamente?

Ela o olhou surpresa, as grossas sobrancelhas arqueadas.

- Você quer isso?

- Quero.

- Eu… Sim, eu posso. Eu posso! Você só precisa me ajudar.

- Como?

- Senta num canto e fecha os olhos. Vou fazer umas coisas por aqui. Não me atrapalha!

- Tudo bem.

Ele sentou-se no puff e fechou os olhos. Já que teria que esperar, era melhor descansar. Esqueceu o quarto ao seu redor e focou apenas em sua mente.

- Não abre os olhos! - A criatura falou.

Luís a ouvia andando de um lado pro outro, como se estivesse muito ocupada.

- Vou fazer você não perceber que é um sonho. Você gosta de terror?

Ele demorou um instante pra entender a pergunta.

- Prefiro sci-fi e fantasia.

- Mas terror é legal também, né?

- Sim.

O jovem sentia e ouvia coisas aparecendo ao seu redor. Um ar frio chegou até ele, cheirando a umidade. Ouviu passos de outras criaturas. Uma, duas, três. Andavam de quatro, como cachorros.

Ele sabia que não estava imaginando aquilo, estava tendo um sonho de verdade, finalmente. Sentiu uma das criaturas aproximar-se de si.

Luís abriu os olhos. Estava em seu quarto novamente, acordado.

O dia passou devagar. A perspectiva de voltar a sonhar e de ter uma noite inteira de descanso fez com que ele apenas pensasse em dormir. Quando finalmente se deitou, após tomar alguns comprimidos, nem percebeu a transição.


Estava escuro. Ao seu redor coisas que ele não podia ver caminhavam e rastejavam. O chão era frio e lamacento. Ele não sabia onde estava, sabia apenas uma coisa: as criaturas procuravam por ele, e podiam farejar seus pensamentos.

Se escondeu no que parecia ser, pelo tato, uma abertura nas raízes de uma árvore. Sentia pequenas coisas que viviam ali rastejando e subindo em seu corpo. Tentou não pensar em nada enquanto tremia de frio e medo espremido naquele buraco.

Um pensamento fraco acendeu em sua cabeça. Havia algo que ele deveria se lembrar. Algo óbvio que explicaria o que era tudo aquilo, como ele chegara até lá. Por um instante ele deixou aquele pensamento tomar conta de sua cabeça.

Uma das bestas saltou até sua frente, grunhindo. Ele ouviu uma segunda, uma terceira, e muitas outras criaturas se aproximarem. Elas sabiam que ele estava lá.

Antes que pudesse tentar qualquer coisa, dentes afiados espremeram seu braço e o puxaram com uma força descomunal. Luís sentiu diversos focinhos em seu corpo, cada um arrancando um pedaço de carne.

Enquanto sentia seus órgãos sendo arrancados do seu corpo, ele ouvia o rugido dos animais. Misturado com aquele som, ouvia também uma risada grave de mulher.


Luís acordou antes do despertador tocar. Checou no celular: apenas um minuto para o alarme. Desligou-o rapidamente. Adorava quando isso acontecia. Havia dormido tudo o que tinha que dormir e não teve que ouvir nenhum barulho. Riu de felicidade. "O dia começou bem", pensou.

Levantou-se e considerou o que comer. Acabou se decidindo por fazer ovos mexidos com tomate, requeijão e um presunto que ele tinha que usar antes que estragasse. Colocou "Cantina Band" pra tocar enquanto cozinhava, assobiando a melodia apenas de samba-canção.

Estava de bom humor. Por que não estaria? Fazia mais de um mês que ele dormia maravilhosamente bem. Tinha pesadelos todas as noites, mas acordava descansado, ao contrário da época dos sonhos lúcidos. Agora seu cérebro conseguia relaxar durante a noite, ainda mais do que quando meditava dormindo.

O dia se passou sem qualquer acontecimento relevante. Mais uma noite no escuro, desprotegido, ouvindo ruídos terríveis ao seu redor. Outro dia. Outra noite. E outra. E outra. As vezes era atacado durante o sonho. Sentia sua pele sendo rasgada por centenas de dentes e as bestas saltando de todos os lados para provar sua carne. Outras noites apenas se agachava e chorava, tentando entender aonde estava, e o que havia feito para merecer aquilo. Tremia de medo das coisas ao seu redor. Durante os pesadelos tinha a sensação de já ter estado ali outras vezes, de ter sido atacado e comido vivo, mas não entendia porque havia voltado, e se um dia escaparia de vez.

Durante o dia estava feliz. Produzia bastante no trabalho, via seus amigos e sua família. Depois de meses finalmente sentia-se totalmente descansado, mas as vezes, quando estava sozinho em casa ou no banheiro da firma, fechava os olhos e via cenas horríveis. Criaturas com presas gigantes esperando a noite para lhe caçar. Elas estavam lá ainda, escondidas num cantinho da sua mente. Ele se lembrava dos sonhos quando estava acordado, era quando dormia que não se lembrava de onde veio.

Ao deitar tinha receio de dormir. Sabia que os pesadelos estavam fazendo bem para ele, mas o medo era inevitável. Fazia duas semanas que ele tomava remédio para dormir todas as noites, e pegava no sono encolhido, abraçado no travesseiro. “Talvez se eu me esforçar um pouquinho pra sonhar lucidamente, só um pouquinho…”, pensou já grogue, enquanto o quarto desaparecia ao seu redor.

Estava encolhido, escondido dos monstros na escuridão. Tentava não pensar em nada para não os atrair, mas um pensamento rápido invadiu sua cabeça: aquilo poderia ser um pesadelo. Estava tão escuro que não podia ver sua palma da mão. Não havia interruptores por perto. Sabia que se imaginasse algo e aquilo acontecesse provaria que estava em um sonho, mas só de tentar isso já atrairia as bestas. Sentiu uma se aproximar, farejando. Podia ouví-la se movendo no escuro. “Foda-se”. Imaginou o local em que a criatura estava sendo engolido por labaredas.

Acendeu-se uma fogueira imensa e toda a floresta se iluminou de dourado. O monstro uivava. Olhos por todos os lados voltaram-se para Luís enquanto ele se esforçava para manter aquele pensamento e a chama acesa. Colocou fogo em outro. E mais um. Cada labareda criava compridas sombras pela floresta.

Monstros saltaram em sua direção por todos os lados. Ele imaginou-se um mago, criando uma barreira de proteção ao seu redor. Uma esfera invisível lhe protegia dos ataques. Era difícil imaginar tanta coisa ao mesmo tempo e apenas um dos monstros continuou aceso. Estava imóvel. Deitado, queimava como uma pilha de carvão.

- Idiota! - Era a voz da mulher que havia prometido o ajudar.

As criaturas rodeavam a barreira protetora. Luís, com cuidado para não a tirar da cabeça ou a enfraquecer sem querer, conseguiu imaginar outro monstro pegando fogo. Assim que teve certeza que esse havia morrido, colocou fogo em mais um. “Posso passar a noite inteira assim”.

-Idiota! Estou te ajudando!

Luís só percebeu que desviou sua atenção da barreira por um instante quando uma pata gigante bateu em seu corpo, lançado-o ao ar. Chocou-se contra uma árvore a metros de distância e caiu no chão.

Sentia sua roupa rasgada nas costas e o sangue escorrendo por seu corpo. A dor era insuportável. Tentou tirar seu braço esquerdo de baixo de si mas ele não respondia. Rolou para sair de cima do braço e sentiu sua costela, certamente quebrada, cortando sua carne por dentro com cada movimento. “É só um sonho”, pensou levantando-se devagar.

Estava escuro novamente e Luís podia ouvir os monstros correndo em sua direção.

Idiota! - a voz agora vinha de perto do jovem - Você pediu por isso!

Luís correu até ela, imaginando-se segurando a empunhadura de um sabre, e com um estalo metálico um facho de luz saiu do cabo e iluminou o lugar de vermelho. Ele viu a expressão de surpresa no rosto animalesco da mulher quando a partiu em dois.


Acordou. Mas não estava no seu quarto, estava de volta àquele nada dos seus sonhos lúcidos. O nada que não era nem frio nem quente, nem escuro nem claro.

“Estou sonhando ainda. Voltei a sonhar lucidamente”. Ele olhou ao redor, como se procurasse alguém que pudesse ajudá-lo. “Não… não…”.

Acordou de verdade, suado, com o despertador tocando. Levantou-se e se arrumou para o trabalho de forma automática, pensando em como seria sua vida a partir de agora. Matara a única coisa que pôde o ajudar. Voltara a sonhar lucidamente. Saiu de casa em direção ao ponto de ônibus.

Suas pernas estavam bambas. Teria que passar oito horas todos os dias sozinho, sem ter o que fazer, para o resto de sua vida. Não descansaria mais. Enlouqueceria.

Atravessou a rua tão perdido em seus pensamentos que nem viu o que lhe atingiu.


O nada não era nem preto, nem branco. Luís não sabia por que estava sonhando. Ele ouvia vozes que vinham do mundo lá fora. Pessoas que ele não conhecia gritando. Ouviu familiares. Alguns falavam pra ele que tudo ficaria bem. Reconheceu a voz de sua mãe.

Esperou horas fazendo o que costumava fazer quando sonhava lucidamente: meditando, imaginando algo, passando um filme em sua cabeça. Só quando, durante uma conversa da sua mãe com um médico, Luís ouviu a palavra “coma”, que ele entendeu quanto tempo passaria naquela tortura.
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2019.05.12 03:01 osso_rangedor Vivi um momento complicado de ontem pra hoje e quero compartilhar essa história

Preciso contar essa história pra eu tentar me sentir menos triste com o que rolou.
Espero conseguir tirar belas risadas de vocês :)

"tl;dr" no final.

Ontem fui com mais três amigos em uma cidade vizinha para um evento da região que acontece todo ano. Fomos todos em um carro próprio, nada de Uber nessa noite. Começamos a noite tranquilos, ninguém bebendo demais. Antes do show começar eu estava cuidando de um amigo que já estava bêbado. Não podia perder ele de vista e ao mesmo tempo tinha que evitar que ele ligasse pra ex chorando. Situação engraçada até. Comecei a beber logo em seguida, foram só três copos de chopp (500 ml cada), quando eu nem deveria estar bebendo.
Um dos shows da noite começou. Estava alcoolizado e perdi de vista meus amigos, todos se separaram. Consegui me enturmar num grupo de mulheres no meio da multidão, até aí foi nice :)
Estava chovendo e o local não tem cobertura, só na área VIP. No final do show senti que não estava bem e fui pra um canto afastado, acabei vomitando. Médicos de plantão viram eu passando mal e me atenderam. Fizeram muitas perguntas e eu não estava afim de ser atendido. Perguntaram se fiz uso de alguma droga ou que tipo de bebida eu tomei. Respondi que foi só o chopp.
Falei que estava tudo bem e me ignoraram. Eu tenho esse problema de saúde e estou fazendo tratamento. Aparentemente fui sequestrado por médicos. Eles me apagaram e me internaram no hospital da cidade. Acordei hoje 7 da manhã, numa cama de hospital, coberto com uma manta térmica e com uma agulha no braço, estavam me dando soro. Acordei sem entender nada e com poucas lembranças de ser carregado até ali, não sabia nem onde estava. A enfermeira recebeu ordens pra me liberar sem perguntar onde eu moro e sem dar nenhum tipo de assistência, ela apenas tirou a agulha do meu braço e disse que eu estava liberado e já podia ir embora. Nem me disse onde ficava a saída, tive que procurar. No momento sinto uma forte dor no braço onde foi aplicado o soro. Aparentemente fizeram mais de três furos até achar o ponto certo. Péssimo atendimento e pouco caso com os pacientes, além de me atenderem contra minha vontade e mesmo afirmando que eu estava bem.

Fui ver as mensagens e estavam me procurando as 3 da madrugada, que só respondi quando saí do hospital.

Saí do hospital pela porta da frente, peguei o celular e busquei no Maps onde eu estava e pra onde eu tinha que ir. Eu também estava com pouca bateria no celular. Olhei na carteira e estava sem nenhum centavo. Tentei pedir um Uber e pagar no cartão de crédito mas sem sucesso. Voltando ao Maps, seriam 21 km até chegar na minha cidade. Estava de estomago vazio e tinha acabado de acordar. Comecei a caminhar. Tentei contato com a minha família, expliquei parte da história e perguntei se tinha alguém pra me buscar. Não tinha. Quando cheguei na rodovia e peguei o sentido certo, desliguei o Maps e segui sem mapa.

Passei reto por uma conveniência, grande erro! Eu acreditava que teria outro posto logo em seguida. Perdi de tomar um café e comer alguma coisa. O que eu encontrava mais a frente era só mato e trânsito. O tempo estava nublado e logo iria começar a chover. Sem água e sem comida, não consegui nenhuma carona na estrada. Ninguém quer parar pra um maluco que está com os dois braços furados e o local do furo roxo (um braço foi um exame de sangue a uma semana atrás e o outro do soro daquela noite). Andei por uns 5 km começou a chuviscar, esperei cerca de uns 10 minutos para a chuva limpar o ar, então comecei a andar olhando pra cima de boca aberta pra tentar me hidratar. Me senti como o Bear Grylls naquele momento, sobrevivendo com quase nada em lugar nenhum.

A bateria do meu celular acabou logo depois de fazer uma ligação. Estava no meio do nada, com pouca água da chuva e sem comida, sem nenhum tipo de comunicação e sem pessoas em volta.

Confesso que eu estava quase desistindo, quando vi uma placa na rodovia - "Cidade ... - 9km". Na verdade essa placa só me deu mais vontade de largar tudo e deitar ali no acostamento esperando ser assaltado ou socorrido. 50/50.

Passei por um posto da PRF que estava sem a PRF. "Se precisar de ajuda, p*u no seu c*".

Durante todo esse percurso, estava com uma calça sem cinto e para não ficar levantando a calça a cada 5 segundos, usei o chaveiro da chave de casa pra apertar um pouco. A cada uns 5 minutos o chaveiro se soltava e eu tinha que prender de novo. Foram mais de 4 horas nessa situação. Mais de 25 km percorridos até chegar em casa como um zumbi.

Foi isso que rolou de ontem pra hoje comigo. Me fodi demais pra um dia só, agora é só relembrar e rir dessa história.

tl;dr: fui em um evento na cidade vizinha, passei mal, fui atendido contra minha vontade. Acordei no hospital, sem dinheiro e sem assistência, tive que caminhar 25 km até em casa, tomando água da chuva para não desidratar.
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2019.03.21 03:35 juoliano Como ser um redator freelancer e trabalhar em casa escrevendo artigos

Oi galera, sou fundador do Meu Redator e escrevi esse artigo para o blog.

Trabalhar em casa escrevendo artigos

Trabalhar em casa não é mais aquele objetivo onírico que domina nossos pensamentos naqueles momentos de grande cansaço ou muita frustração com um emprego chato. Não mesmo.
O home office já é fato para quem está ajustado à nova realidade do mercado de trabalho. As vantagens, é lógico que são inúmeras. E, por mais incrível que possa parecer, trabalhar em casa, não é tão difícil alcançar essa liberdade.
Descubra os prós em ser um redator freelancer na plataforma Meu Redator e conquiste esse privilégio também!

Trabalhar em casa sendo redator freelancer

Quer ter regalias que um trabalho formal não lhe entregaria? Então olhe estas:

Fazer seu próprio horário

Seguir a CLT e ter que cumprir rigorosamente as 44 horas semanais, mesmo depois de já ter terminado tudo o que tinha para fazer? É lógico que não. Levar uma bronca do chefe por você ter se atrasado ao chegar (sendo que o ônibus quebrou, não foi sua culpa)? Lógico que não também.
Ao trabalhar em casa, você manda no seu horário. Quer fazer uma caminhada de manhã e só começar a trabalhar depois do almoço? Tudo bem, você pode!

Trabalhar em casa com o que você gosta

Ganhar dinheiro e ainda fazendo o que você tanto gosta, que é escrever? Sim, é possível. Basta você saber fazer artigos para a web que sejam interessantes.
Ter que trabalhar não precisa lhe proporcionar aquele sentimento angustiante no domingo de noite. Você pode muito bem esperar com expectativa pela segunda-feira para começar a produzir em algo que lhe agrada.

Não ter que dirigir nem andar de ônibus

Você não precisa enfrentar trânsito, engarrafamento, procurar vaga em estacionamento, correr o risco de baterem em seu carro ou ainda levar uma multa. Também não precisa se desesperar por ser obrigado a abastecer o seu veículo com muita frequência (já viu quanto está o litro da gasolina nos últimos tempos?).
Esperar ônibus debaixo de chuva e sol forte? O motorista do ônibus não parar para você entrar? Pegar aquele ônibus tão lotado que você pode ficar em pé sem nem se segurar (porque as outras pessoas ali dentro já formam automaticamente uma parede de encosto)? Socorro, né? Sinta o conforto de trabalhar sem precisar sair de casa.

Poder ajustar sua agenda

Caso você não esteja se sentindo bem no dia de hoje, você pode fazer uma pausa e recompensar no dia de amanhã. Se surgirem imprevistos com seu filho, sua família, um amigo, você poderá fazer os ajustes na sua agenda sem precisar pedir permissão ao seu chefe.

Não precisar conciliar horários com colegas

Estar morrendo de fome, mas não poder sair para o almoço porque seu colega ainda não chegou? Precisar tomar um café e respirar um ar fresco no meio da tarde, mas não poder sair da sala porque seu chefe acabou de anunciar uma reunião de última hora?
Pois, ao trabalhar em casa, esses problemas não serão mais seus.

Trabalhar em casa do jeito que você quiser

Que escritório deixaria você tirar os sapatos e ficar caminhando descalço ou só de meia? Poucos, não é mesmo?
Então, sendo um redator freelancer em casa, você usa a roupa que preferir. Não precisa nem se preocupar em não repetir a mesma camisa a semana toda. Você sendo mulher, não precisa se importar com a maquiagem diária (olha a economia!). Você trabalha do jeito que se sentir mais confortável.

Estar mais perto de quem você gosta

Tem filho e não tem com quem deixar? Ou não quer se afastar dele enquanto trabalha? Quer poder dar mais atenção para seu gato e seu cachorro? Quer estar mais presente na vida da sua família?
Trabalhar em casa lhe dá todos esses benefícios.

Seguir o seu momento produtivo

Dar-se um descanso quando você sente que não está rendendo nada na sua produção e depois dar aquele gás naquele momento de muita inspiração.
Que chefe entenderia que, de repente, às 23h, sua imaginação começou a tomar conta e você não consegue mais parar de render na produtividade?

Adequar-se às outras obrigações

Você tem outro tipo de trabalho também? Ok. Estuda para concursos? Ok. Quer estar por dentro dos novos memes na Internet? Ok também.
Ser um redator freelancer lhe proporciona as vantagens de você conseguir conciliar o trabalho com outras obrigações que você tenha. Você escolhe a quantidade de artigos que vai produzir e faz na hora que achar melhor.
É lógico que você pode optar por trabalhar somente com isso. Mas possuir essa autonomia é um diferencial nessa profissão.
Cuidado com os erros ao trabalhar em casa.

Aprender coisas novas sempre

Fazer um trabalho monótono que você sente que não está lhe acrescentando nada e só faz você perder o seu tempo? Você não precisa se submeter a isso.
Ao ser um redator freelancer, você precisará estar sempre lendo e aprendendo coisas novas, o que, no final do dia, dá aquela sensação de que ele valeu a pena e que, além de ter feito algo que você gosta, isso ainda está acrescentando conhecimentos a você.

Produzir onde quer que você esteja

Você não precisa ter que fazer seu trabalho naquele ambiente fechado de escritório.
Está cansado da sua casa? Por que não tenta escrever em um parque, ao ar livre? Resolveu aproveitar o feriado e emendar o final de semana para fazer uma viagem curta? E por que não tirar uma parte do seu dia para produzir também, sem precisar deixar muito trabalho acumulado para quando chegar?
Trabalhar em casa é apenas uma opção. Mas você monta o seu escritório onde você quiser. Inclusive numa praia.

Ter a sensação de estar ajudando alguém

Ao escrever para posts blogs de clientes, fazer ebooks, ser um ghost writer ou mesmo publicar artigos em seu próprio nome, você estará ajudando alguém. Já pensou nisso?
Você ajuda tanto o cliente que lhe pediu o job, quanto um usuário que por acaso chega ao seu artigo e se informa sobre algo que ele não sabia ou tinha dúvidas. Você estará colaborando para ensinar muitas pessoas e fazer a diferença na vida de alguém.

Ter a oportunidade de se aperfeiçoar

Praticando tanto o que você gosta de fazer, você tem a conveniência de lapidar cada vez mais suas habilidades na escrita. Não é com todo trabalho que você terá essa oportunidade, pois muitas das atividades em empregos formais acabam sendo monótonas e repetitivas.
As relações de trabalho tendem a se transformar cada vez mais com a Era digital. E já estar preparado a isso pode ser uma grande vantagem que lhe leva a chegar à frente e ainda fazendo o que lhe agrada.
Satisfeito com tantos motivos positivos? Inscreva-se como redator freelancer na plataforma do Meu Redator e comece logo a trabalhar em casa.
Aproveite e descubra como ser um redator freelancer de sucesso na plataforma.
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2018.07.18 20:33 Masakitos Jogador de TAU é banido pra sempre!

Ai galera, sei que este assunto é de mês atrás. Mas como muitas pessoas da comunidade brasileira perderam todo a discussão, trago aqui a história do assunto.
Vale lembrar que este evento também foi palco de polêmicas sobre os terrenos - que talvez aborde em outro tópico.
Abaixo segue a descrição traduzida do post no reddit americano sobre o assunto:
Texto copiado do facebook do evento
LGT 2018 Final entre Alex Harrison e Geoff Robinson
No sábado, 19/05/2018 e domingo, 20/05/2018, a Final da LGT 40k Invitational aconteceu entre Alex Harrison e Geoff Robinson. Foi um assunto tenso. Era tarde da noite, ambos os jogadores estavam cansados e tinham acabado de jogar um contra o outro no GT 40k pouco antes e era a final de uma grande competição, transmitida em todo o mundo ao vivo. Além disso, devido ao tempo de fechamento do local, os jogadores tiveram que se apressar, o que só aumentou a pressão. Assim, ambos cometeram erros honestos que foram corrigidos retrospectivamente, e deixamos que eles terminassem a final no dia seguinte para que tivessem tempo suficiente.
No entanto, ao rever as imagens gravadas do jogo, chegamos à conclusão de que Alex não cometeu erros honestos; Ele parece ter se envolvido em má conduta em vários pontos durante o jogo. (Por favor, veja os exemplos abaixo)
O LGT adota uma abordagem de tolerância zero e decidiu banir Alex de futuros eventos do LGT.
Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para pedir desculpas a Geoff Robinson, que acabou ganhando a Final do Invitational, e a todos os espectadores que sintonizaram. Esse tipo de comportamento não pode e não será tolerado no LGT.
EXEMPLOS:
1.) Empurrão premeditado de um modelo para fechar a lacuna entre os Hammerheads com um copo de água: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h25m21s
2.) Modificando o dado marcador de vida do modelo de 5 para 3: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h15m14s Chamado a atenção 30secs depois: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h15m38s
3.) Mentindo sobre troca de objetivos - 32:41 compra carta de objetivos 45:20 não descarta ou declara a intenção de descartar: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h45m16s 51:40 menti falando que descartou uma e então diz que vai descartar uma: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h51m26s - Geoff o chama a atenção, mas permite ele "roubar" dando o beneficio da duvida.
4.) Sugere que os modelos estão a certa distância, é chamado a atençãi, mede incorretamente e é chamado a atenção quanto a isso também: https://www.twitch.tv/videos/263217667?t=00h24m27s Trapaceiro foi tao ousado a ponto de dizer "Eu pré medi estas distâncias, então se está ligeiramente fora de posição só vou ajustar meu modelo pra frente." Geoff não o deixa fazer isto visto que o modelo estava a 2" fora de alcance.
5.) O maior erro, foi muito possivelmente não intencional, mas Alex representou erroneamente as regras de overwatch do "For the greater good" e usou-o não apenas no SMS dos seus 4 HH, mas também nos tanques (final do vídeo da parte 1). Isso foi pego pelos juízes durante a noite e corrigido, graças a Deus, uma vez que fez uma enorme diferença. Alex provavelmente usou essa regra em seu benefício em seus 6 jogos anteriores no torneio.
6.) Eu não posso dizer se um 3 ou 5 foi rolado devido à iluminação, mas o dado provavelmente foi obstruído do ponto de vista de Geoff e Alex disse que era um 5, Geoff disse que não, era um 3 e pediu para ele rolar novamente isto: https://www.twitch.tv/videos/263408718?t=00h12m21s
Alex Harrison respondeu estes comentários mas deletou seu post 20 minutos - segue post antigo em inglês: http://imgur.com/0c7k33Z http://imgur.com/TNwIFzs
Alex então respondeu novamente:
Resposta adequada (grande post)
Desculpas que isso precisava ser tornado público, mas pelo bem dessa nova comunidade que estamos tentando criar, acho que vale a pena fazer este post.
Então, vamos começar com o evento:
3 Jogos sexta-feira, 4 jogos sábado, 2,5 jogos no domingo. Sim, acabei jogando praticamente todo o final de semana. Eu quase não tinha tempo para comprar comida ou bebida (fila para a comida era piada, sem contar os custos dela).
Depois de chegar à final da Invitational, fui informado de que seria no sábado à noite às 20h, ok, seria tarde, mas aceitável. No entanto, de manhã, não podemos nem entrar no local. Isso empurra de volta os tempos em cerca de uma hora e meia. Por sorte, terminei meu jogo anterior mais cedo, então quando fui jogar o jogo de convite que me disseram, tínhamos cerca de uma hora e meia.
Para o jogo em si. Agora eu tinha acabado de jogar Geoff, era um jogo descontraído e um jogo apertado. O jogo do convite parecia um pouco mais tenso e estávamos cansados ​​e estressados. Nós dois cometemos erros que cada um corrigiu entre nós. No entanto, como o jogo foi transmitido, há os generais do banco de trás que precisam dar sua opinião. Vamos olhar as imagens e responder às acusações.
1) Eu aparentemente bato levemente o meu Hammerhead com o meu copo de água. Então, se isso foi intencional (o que não foi), o que isso me conquistou? Eu não tenho nada INFRONT para overwatch? Aprendemos que o Hammerhead não pode efetuar overwatch (mais sobre isso depois), então o que isso me traz? Seu capitão de escudo voou para a esquerda ao lado do martelo, então o que estou enganando aqui? Me confunde que isso é uma coisa, modelos são derrubados durante o evento, mas você tem que tomar cuidado com esses copos de água, eles são perigosos!
2) Contador de feridas. Eu claramente pego os dados do contador da ferida (não intencional), e percebo que está faltando mais tarde. Eu assumi que ele tinha 3 feridas, mas na verdade era 5. Nós resolvemos e seguimos em frente. Mas isso é classificado como trapaça? Eu posso ver porque as pessoas pensam que eu intencionalmente "tentei" ganhar uma vantagem, ponto tão justo. No entanto, eu tinha matado o capitão três vezes antes e presumi que ele tinha menos feridas do que ele. Misture isso com 4 horas de sono e um jogo tenso, eu fiz um bobagem. Isso afetou o jogo? Não porque foi apontado e me desculpei e segui em frente.
3) "Mentindo" para comprar cartas. Agora Geoff esqueceu de comprar cartas no nosso jogo anterior. Lembrei-lhe inúmeras vezes e quando ele se esqueceu de descartar eu disse que é legal fazer isso. Isso é chamado de acordo de cavalheiros. Eu posso ter esquecido de declarar, mas a intenção estava lá. Eu estava fodido. Eu mal conseguia ficar de pé e, no entanto, isso é trapaça, realmente? Quantas vezes um jogador se esqueceu de descartar uma carta e perguntar se está ok para voltar ou dizer que a intenção era obviamente descartar a carta? É um acordo de cavalheiros como eu disse. Geoff teve a gentileza de continuar com isso, já que realmente não é grande coisa. Tenho permissão para descartar e comprar novamente, ok, não foi exatamente o momento certo, mas isso não constitui trapaça. Eu estava cansada, eu esqueci e estava estressada. Eu não tomei café da manhã, então cometi um erro que teve 0 impacto no jogo.
4) Este é realmente estranho. Eu pré-medi algo, do meu ponto de vista (eu não me inclino como estou cansado neste momento), assumo que estou dentro, ele checa, estou fora. Ok legal, não é grande coisa. Bola pra frente. Eu acho que isso acontece em todos os jogos de 40k que alguém jogou?
5) Os Hammerheads foram minha falha. Eu joguei errado, o que nós voltamos e refizemos. Eu não tinha ideia de que eles não tinham FTGG, mas apenas os drones tem, não estavam claros quando checamos durante o jogo. Nós dois analisamos a regra quando ela foi criada e não notamos. Fui abordado por quase todos os jogadores do Tau no evento e nem eles tinham ideia. Erro genuíno em que voltamos.
6) Dados… agora este realmente me faz rir. Os dados em questão têm um efeito de mármore. Eu não "Sorrateiramente" peguei os dados, estava lá e Geoff ficou olhando para eles, eu fui buscá-lo enquanto olhava para ele e disse 2 hits. Ele então disse que não é um 3, fiquei um pouco perplexo, pois ficou claro para mim que era um 5, então mostrei a ele. Os dados eram respingos brancos em um dado vermelho com pontos brancos, então eu posso ver porque Geoff pode ter assumido que era um 3. Ele diz que definitivamente é um 3 então eu disse ok e eu re-rolei. Literalmente nenhum efeito no jogo. Se eu estava tentando trapacear, por que na TERRA eu estaria tentando ganhar um Markerlight (meu marcador final) para conseguir um segundo ML? Você percebe que os efeitos do segundo ML servem apenas para mísseis seeker, que eu não tenho nenhum? Eu não tenho ideia do por que eu precisaria ganhar uma vantagem tão inútil. Isso afetou o jogo? Não.
Então esse era eu. Fora de todo o material, ele foi separado minuto a minuto para ver se cometi algum erro. Isso fede de alguém lá fora tentando encontrar uma maneira de me manchar, mas ok. Se alguém fizesse isso com meu oponente, eu me sentiria mal por ele. Geoff foi um grande cara e um prazer jogar contra, mesmo que fosse um pouco azedo na noite anterior, eu entendo que estávamos cansados ​​e estressados. Ele tentou re-jogar usando sua relíquia duas vezes, ele errou seu re-draw de suas cartas, ele tentou usar seu estratagema de custódia para comprar uma nova carta de uma carta que ele tinha feito anteriormente, mover alguns modelos longe demais etc. mas você sabe o que? Eu sei que nada disso foi intencional porque erros ... acontecem. Eu nunca ligaria para ele porque estamos todos a par disso. Nós esquecemos as coisas, bagunçamos as coisas. Mas nada disso constitui trapaça. Se houvesse algum jogador que pudesse dizer com segurança que nunca fez o que foi dito acima acidentalmente, eu vou comer meu chapéu. Mas porque é a mesa de topo, muitas pessoas sentaram em casa com 10 horas de sono e uma barriga cheia, eles podem identificar todos os "erros" e assumir sua trapaça. É triste ver os organizadores do evento apontar o dedo mindinho para mim publicamente sem discutir primeiro. Se alguém genuinamente acredita que eu queria enganar meu caminho para derrotar Geoff na frente de centenas e intencionalmente roubar o jogo, por favor, tenha uma boa idéia sobre isso. Por que diabos eu tentaria isso quando era gravado? Tendo sido pregado na cruz antes, eu realmente não acho que seria inteligente enganar a TV ao vivo. Mas ei, se isso faz você dormir à noite, então é justo. Desejo que o evento considere suas próprias falhas antes de me jogar debaixo do carro.
Agora vamos rever todos os jogos em stream e banir os outros, vamos?
Isso ai galera, quais suas opiniões sobre tal fato? Vocês acham que 40K é tão competitivo, e mais do que AOS, a ponto de criar tais jogadores - estes que passam por cima da ética em troca de vitória? E quanto ao BAN do rapaz?
Minha opinião quanto ao BAN é que foi pesado demais, tudo para ofuscar as polêmicas quanto a má organização, péssimos terrenos e custo alto de inscrição.
Quanto a 40K ser mais competitivo, eu não acho que seja tanto o caso - mas sim que lá os valores de prêmios são grandes. Então povo leva a brincadeira mais a séria.
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.11.10 21:16 aureliano_babilonia_ Crônica de um suicídio - reportagem da Veja relata espetacularização em operação da PF na UFSC

Link para a matéria original (restrita para assinantes).
Paywall de cu é rola: Crônica de um suicídio
Na noite do domingo 1º de outubro, um antigo cliente do Macarronada Italiana, de onde se avista a deslumbrante Baía Norte de Florianópolis, entrou no restaurante à procura de Zé. O garçom José de Andrade, de 63 anos, irrompeu no salão e aproximou-se para registrar em seu bloquinho o pedido de sempre do freguês de quase quatro décadas: talharim à bolonhesa.
— Não, Zé, hoje só vim te ver e tomar um café contigo. O garçom percebeu um timbre diferente e retrucou:
— Te conheço, Cau. Você está bem?
Cau não estava bem, mas desconversou. Reclinou sua vasta figura de 1,90 metro e 85 quilos sobre o balcão e tomou um expresso em companhia de Zé, que percebeu outra estranheza: o silêncio incomum e prolongado do interlocutor. Dez minutos depois, Cau deu-lhe um abraço apertado, um beijo na bochecha esquerda e disse “adeus”.
Dali, Cau foi ao Shopping Beiramar, uma caixa de concreto de sete andares, subiu até o último piso e andou em torno das escadas rolantes mirando lá embaixo, como quem calcula o território. Caminhou duas, três, cinco vezes ao todo. E decidiu ir ao cinema. Assistiu a Feito na América, o mais recente filme de Tom Cruise, e voltou para casa. No dia seguinte, na última manhã de sua vida, Cau deixou seu apartamento, no bairro de Trindade, e pegou um táxi. No meio do caminho, talvez à espera de que o shopping abrisse as portas, às 10 horas, encerrou a corrida na Praça dos Namorados, onde costumava levar o filho quando pequeno. Sentou-se num banco. Uma conhecida o cumprimentou, ele perguntou as horas. Eram 9h20. Quando o shopping abriu, Cau não demorou a chegar. Cruzou com um estudante universitário, a quem saudou protocolarmente, e tomou o elevador até o 7º andar. As câmeras de segurança do shopping captaram o momento em que Cau, sem nenhuma hesitação, se postou na escada rolante, colocou as mãos no corrimão de borracha, em seguida subiu ali com os dois pés — e jogou-se no vão da escada, projetando-se no precipício. Despencou de uma altura de 37 metros, a uma velocidade de 97 quilômetros por hora. Seu corpo bateu no chão como se tivesse 458 quilos. Ele morreu na hora, às 10h38 de 2 de outubro de 2017.
O suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, aos 59 anos, o Cau, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o desfecho trágico de dezoito dias dramáticos. Sua vida começou a desabar na manhã de 14 de setembro, quando agentes da Polícia Federal deflagraram a Operação Ouvidos Moucos, com o objetivo de apurar desvios de verbas para cursos de ensino a distância na UFSC. Às 6h30 daquela quinta-feira, o reitor ouviu tocar a campainha de seu apartamento e, enrolado em uma toalha de banho, abriu a porta para três agentes da PF, que subiram sem se fazer anunciar pelo porteiro do edifício. Os agentes traziam dois mandados — um de prisão temporária e o outro de busca e apreensão. Recolheram o tablet e o celular do reitor e conduziram-no à sede da Polícia Federal em Florianópolis, dentro de uma viatura.
Atônito, sem entender o que estava acontecendo, o reitor só se lembrou de chamar um advogado quando estava prestes a começar seu depoimento, às 8h30. Durante as cinco horas em que foi arguido, passou duas sem saber por que estava à beira da prisão. Ainda respondia a perguntas sobre os meandros operacionais do ensino a distância, com o estômago embrulhado pelo jejum matinal e pelo tormento das circunstâncias, quando a delegada Érika Mialik Marena, ex-coordenadora da força-tarefa da Lava-Jato, à frente agora da Ouvidos Moucos, adentrou o local. Apressada para iniciar a coletiva de imprensa que começaria logo mais, Érika finalmente esclareceu ao interrogado o motivo de tudo aquilo: “O senhor não está sendo investigado pelos desvios, mas por obstrução das apurações”. E correu para comandar o microfone na sala ao lado.
Desde cedo, já voava nas redes sociais a notícia de que a Polícia Federal deflagrara uma operação de combate a uma roubalheira milionária na UFSC. A página oficial da PF no Facebook, seguida por 2,6 milhões de pessoas, destacava a Ouvidos Moucos: “Combate de desvio de mais de 80 milhões de reais de recursos para a educação a distância”. Ainda acrescentava duas hashtags para celebrar a ação: “#euconfionapf” e “#issoaquiépf”. A euforia não encontrava eco nos fatos. Na coletiva, a delegada Érika explicou que, na realidade, não havia desvio de 80 milhões de reais. O valor referia-se ao total dos repasses do governo federal ao programa de ensino a distância da UFSC ao longo de uma década, de 2005 e 2015, mas não soube dizer de quanto era, afinal, o montante do desvio. Como a PF não se deu ao trabalho — até hoje — de corrigir a cifra na sua página do Facebook, os 80 milhões colaram na biografia do reitor. Em seu velório, uma aluna socou o caixão e bradou: “Cadê os 80 milhões?”.
Encerrado seu depoimento, o reitor deveria ficar retido na sede da PF, mas, como a carceragem havia sido desativada, foi para a Penitenciária de Florianópolis, um complexo de quatro pavilhões construído em 1930. Acorrentaram seus pés, algemaram suas mãos e, posto nu, ele foi submetido a revista íntima. Um dos agentes ironizou: “Viu, gente, também prendemos professores!”. Cancellier vestiu o uniforme laranja, foi fichado e passou a noite em claro. Seus dois colegas de cela, presos na mesma operação, choravam copiosamente. Cancellier estava mudo, como que em transe, e cada vez mais sobressaltado com os rigores do cárcere.
Ficou trinta horas na cela na ala de segurança máxima. Teve sintomas de taquicardia: suava muito e a pressão disparou para 17 por 8. Seu cardiologista foi autorizado a examiná-lo, trazendo os remédios que ele havia deixado em casa (desde dezembro, quando implantou dois stents, Cau tomava oito medicamentos). Quando deixou a cela, Cancellier era um homem marcado a ferro pela humilhação da prisão. Sua família o recebeu em clima de festa e alívio. Os irmãos, Julio e Acioli, tinham comprado de tudo um pouco no Macarronada Italiana para um jantar regado a vinho branco Canciller, rótulo argentino escolhido pela similaridade com o nome de origem italiana da família. Também ali estava o filho do reitor, Mikhail, de 30 anos, doutor em direito como o pai, com quem ele mantinha um laço inquebrantável. Mas, entre piadas e risos, Cancellier exibia um semblante sem expressão. “Ele estava chocado. Revivia aquelas cenas o tempo todo”, lembra o irmão Julio, jornalista de 51 anos. Mais que tudo, o reitor estava sendo esmagado pelo peso da proibição de pisar na universidade até o final das investigações. A decisão fora tomada junto com o mandado de prisão e, para o reitor, soou como uma punição cruel.
Depois de ter visto seu nome nas manchetes do noticiário na internet e na TV, Cancellier deu boa-noite a todos e recolheu-se. Não era um homem aliviado pelo fim do martírio da prisão nem reconfortado pelo reencontro com a liberdade. Deixou o jantar como um derrotado. Um dos convivas, o desembargador Lédio Rosa de Andrade, de 58 anos, amigo da infância pobre passada em Tubarão, a 130 quilômetros de Florianópolis, percebeu o peso que o reitor carregava. “Ele entendeu que o episódio deixaria uma marca incontornável em sua biografia”, diz Andrade, colega de colégio de Cancellier.
A UFSC era uma extensão da casa do reitor. Seu apartamento, de três cômodos, onde viveu dezenove anos, dois deles casado e o restante na companhia do filho, fica a 230 passos do câmpus. Nos fins de semana, o reitor fazia uma ronda informal, bem à vontade em seu moletom. Na UFSC, ele teve, para os padrões acadêmicos, uma carreira meteórica. Em apenas dezoito anos, concluiu o curso de direito, fez mestrado, fez doutorado em direito administrativo, virou diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, numa eleição acirrada, elegeu-se reitor — cargo que ocuparia por dezesseis meses. Na eleição, a paciência para tecer alianças foi arma decisiva em um jogo embaralhado. “Ele não era um orador brilhante, mas era um articulador que conseguia trazer para o mesmo lado gente de todos os espectros ideológicos”, define o amigo Nelson Wedekin, de 73 anos, ex-senador pelo PMDB local.
Desde a juventude, a rotina universitária era a bússola da vida de Cancellier. Em 1977, aos 19 anos, época em que fazia política estudantil com o cabelo desgrenhado e bolsa de couro a tiracolo, ele se encantou com a universidade. “Não quero nunca sair daqui”, confessou ao amigo Osvaldir Ramos, hoje presidente do Conselho Estadual de Educação em Santa Catarina. Acabou forçado a sair, no regime militar, em decorrência de sua militância no Partido Comunista Brasileiro, o antigo Partidão, e da chamada novembrada: em 30 de novembro de 1979, o presidente João Figueiredo, o último ditador do ciclo militar, baixou em Florianópolis, bateu boca com estudantes na rua e o episódio terminou em pancadaria e prisões. Cancellier teve de desaparecer da faculdade de direito. Ressurgiu cinco meses depois trabalhando em um jornal e acabou tornando-se assessor de políticos, inclusive de Wedekin, função que o levou a se mudar para Brasília. Só voltou à UFSC em 2000, aos 42 anos, para cumprir uma fulminante trajetória acadêmica — e ser de novo expelido da universidade, agora em plena democracia e na condição de reitor, num banimento que lhe pesou como uma suprema humilhação. No muro da universidade, um anônimo grafitou: “Fora Cancellier”.
“A humilhação é a bomba nuclear das emoções”, afirma a psicóloga alemã Evelin Lindner, uma autoridade mundial num ramo da psicologia que estuda o peso da vexação em sociedade e sua relação com atos de violência — como o terrorismo e o suicídio, que, não por acaso, andam juntos. Se a culpa é uma dor que vem de dentro, a humilhação é como uma dor que vem de fora, imposta pelo olhar alheio. É sentida como uma falência em público. Sai cortando fundo no orgulho, na honra, na dignidade, e tende a ficar marcada como uma cicatriz. Escreve o psiquiatra Neel Burton, professor em Oxford e autor do livro Heaven and Hell: The Psychology of the Emotions (Céu e Inferno: a Psicologia das Emoções): “As pessoas que foram humilhadas carregam a marca da humilhação, são lembradas pela humilhação. Em um sentido muito real, elas se tornam a própria humilhação que sofreram”.
Os estudos científicos sugerem que, quando estão em jogo elementos que constituem a razão de ser de uma pessoa, como princípios, posição ou status, o peso da vergonha pode até desfigurar a identidade pessoal e tornar-se insuportável. “Em alguns casos, ser submetido a uma situação vexaminosa gera condutas irracionais e pode desencadear uma resposta violenta, como o suicídio”, diz o professor Helio Deliberador, do departamento de psicologia social da PUC de São Paulo. O filho mais velho de Bernard Madoff, um dos nomes mais cintilantes de Wall Street, suicidou-se depois da descoberta de que seu pai era, na verdade, um farsante que aplicara golpes bilionários. Jacintha Saldanha, enfermeira em um hospital onde a duquesa Kate esteve internada em 2012, caiu no trote de radialistas australianos que se fizeram passar pela rainha da Inglaterra, facilitou o acesso a dados sobre o estado de saúde da duquesa e foi publicamente achincalhada. Matou-se aos 46 anos. Como escreveu Albert Camus em Mito de Sísifo: Ensaio sobre o Absurdo: “Matar-se, em certo sentido, é confessar que se é ultrapassado pela vida e que não a compreendemos”.
Nos dias que se seguiram à sua soltura, Cancellier começou a ser ultrapassado pela vida. “Passou a alternar momentos em que achava que ficaria tudo bem com outros em que mergulhava no desânimo”, diz o ex-senador Wedekin. Em 16 de setembro, dois dias depois da prisão, seu irmão Acioli levou-o para falar com advogados. Ao entrar e sair do táxi, Cancellier tremia, com medo de ser reconhecido na rua e hostilizado. Com o celular confiscado pela PF, quase não atendia o telefone fixo de casa. Não ligava a TV e, ao irmão Julio, disse que cometera “suicídio digital”, pois retirara fotos do Facebook e parara de navegar nas redes sociais. Ensimesmou-se a tal ponto que os irmãos decidiram levá-lo a uma psiquiatra, a primeira vez na vida que buscava ajuda dessa natureza.
A consulta com a médica Amanda Rufino ocorreu em 19 de setembro, cinco dias depois da prisão. Ele saiu de lá com o diagnóstico de “sintomas de stress pós-traumático desencadeados por impactante fator estressor no âmbito profissional” e um quadro de “intensa sensação de angústia, de opressão no peito e taquicardia”. A psiquiatra prescreveu um ansiolítico e um antidepressivo, ambos em doses moderadas. Cancellier tomou obedientemente os remédios e voltou à médica em 29 de setembro, a três dias do suicídio. Ao final da segunda consulta, a psiquiatra comentou com um dos irmãos do reitor que a situação parecia sob controle. “O quadro está evoluindo bem”, disse. A João dos Passos, procurador-geral do estado, o reitor deu uma pista do que sentia: “Vou te confidenciar, João. Meu estado é de pós-catástrofe, como se eu fosse o sobrevivente de uma queda de avião. Não consigo me situar, raciocinar direito”. O amigo Lédio Andrade, com quem o reitor jogava xadrez, descreve um Cancellier irreconhecível: “Seu raciocínio ficou lento e os olhos fixavam o infinito. Não parecia o Cau”.
Em situações normais, o reitor tinha entusiasmadas conversas sobre Shakespeare, Freud e o cristianismo, temas que despertavam sua curiosidade intelectual. Agora, nada parecia atrair seu interesse. O irmão Acioli, engenheiro que mora em São José dos Campos, tentando tirá-lo da clausura de si mesmo, alugou um Fiat Uno e provocou: “Agora você vai me mostrar essa ilha”. Era sempre o irmão ao volante, pois Cancellier, apesar de ter carteira de motorista, só dirigia moto. Nesses passeios, o reitor até relaxava, mas logo voltava a cerrar-se em casa. Em Foz do Iguaçu, sua ex-mulher, Cristiana Jacquenin, de 48 anos, externou seu temor aos mais chegados: “Tenho medo do que ele possa fazer. Ele não vai aguentar ficar longe da universidade, é a vida dele”. Crica, como Cancelllier a chamava, foi uma paixão fulminante — em dois meses, eles subiram ao altar, ele com 28 anos, ela com 18. Conheceram-se no jornal O Estado (que já não existe) e, apesar da separação, mantiveram um elo até o fim. Ela afirma: “Aquela humilhação toda atingiu o Cau. Era como se alguém acertasse com uma bazuca uma escultura de pecinhas bem encaixadas que nunca mais se rearranjariam”.
A Polícia Federal pediu a prisão de Cancellier e outras seis pessoas da UFSC com base em um relatório de 126 páginas. Nele, o reitor é acusado de tentar obstruir as investigações da universidade sobre os desvios de dinheiro com base em apenas dois depoimentos. Em um deles, Taisa Dias, coordenadora do curso de administração, contou à polícia que, certo dia, levou ao reitor suspeitas de uso indevido de verbas no curso que coordena. Cancellier, segundo ela, perguntou se aquilo não seria um “problema de gestão” e, em seguida, lhe disse o seguinte: “Guarda essa pastinha”. Taisa entendeu que, com essa frase, o reitor estava querendo enterrar as investigações. A Polícia Federal, por sua vez, considerou a interpretação de Taisa como uma suspeita suficientemente clara de que Cancellier queria embolar a apuração. A defesa do reitor admite a conversa com Taisa, mas afirma que, ao dizer “guarda essa pastinha”, ele queria lhe pedir apenas cautela nas apurações e nas acusações. Ao reitor, nada foi perguntado sobre suas intenções, antes de ele ser preso.
O outro depoimento foi prestado pelo corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, um senhor calvo de olhos claros que nunca altera o tom de voz e fez fama de investigador obsessivo no câmpus da universidade. Em novembro do ano passado, o centro acadêmico da faculdade de engenharia postou no Facebook um texto que dizia que a universidade mantinha uma lógica desigual, punitiva para alunos e benevolente para professores. Hickel do Prado debruçou-se sobre a questão. Queria entender o que era aquela lógica desigual. Convocou nada menos do que uma centena de estudantes para depor. A apuração se encerrou sem nada concluir, mas ajudou a sublinhar sua fúria investigativa. Aos que lhe censuram o ímpeto de xerife, Hickel do Prado rebate com segurança pétrea: “Quem faz tudo certo não tem por que ter medo de nada”. (Na terça-feira 7, o corregedor pediu licença médica de dois meses da universidade.)
Em seu depoimento, Hickel do Prado fez cinco acusações ao reitor. Disse que ele lhe recomendou que instalasse uma sindicância, em vez de abrir um processo administrativo, e tentou subordiná-lo a uma secretaria ligada à reitoria. (A defesa do reitor confirma as duas providências, mas diz que eram uma tentativa de evitar os conhecidos excessos do corregedor, e não de sabotar a investigação.) Também afirmou que ele cortou sua remuneração numa “tentativa de constrangê-lo”. (A defesa do reitor afirma que houve uma ampla reforma na UFSC com cortes na remuneração de vários cargos comissionados, e não uma medida exclusiva contra o corregedor.) Ainda acusou o reitor de tê-lo chamado para uma conversa reservada na qual lhe pediu que não apurasse as suspeitas. (A defesa do reitor nega que a conversa tenha existido.) E, por fim, disse que ele lhe pediu para ter acesso formal às investigações depois de ter visitado a Capes, órgão federal que financia o sistema de pós-¬graduação no Brasil, que havia acabado de cortar as verbas para o programa de educação a distância da UFSC. (A defesa do reitor confirma que ele pediu acesso às investigações exatamente para saber as razões que levaram a Capes a cortar as verbas.)
A polícia não ouviu as explicações do reitor, antes de pedir sua prisão. Ainda que os dois depoimentos se limitassem a acusá-lo de tentar obstruir as investigações, a polícia incluiu o nome do reitor em uma lista de doze pessoas suspeitas de terem tido “efetiva participação na implementação, controle e benefício do esquema criminoso”. Não há no inquérito nenhum indício ou acusação de que o reitor fosse membro do “esquema criminoso”, nem mesmo a descrição do que poderia vir a ser esse “esquema criminoso”. VEJA perguntou à Polícia Federal por que Cancellier foi apontado como integrante da quadrilha, mas a PF preferiu não responder.
No final do relatório, na página 123, estão as cinco razões para prender o reitor. O texto afirma que ele:
• “Criou a Secretaria de Educação a Distância para estar acima do já existente Núcleo Universidade Aberta, vinculando-a diretamente à reitoria.” (O inquérito não traz nenhuma prova de que a criação da secretaria tenha relação com desvios de verba.)
• “Nomeou no âmbito do EaD (educação a distância) os professores do grupo que mantiveram a política de desvios e direcionamento nos pagamentos das bolsas do EaD.” (O reitor, ao assumir o cargo, fez mais de cinquenta nomeações. No âmbito do EaD, fez apenas três, e outros três professores que já integravam o grupo antes mesmo de sua gestão foram mantidos.)
• “Procurou obstaculizar as tentativas internas sobre as irregularidades na gestão de recursos do EaD.” (O inquérito, neste caso, baseia-se no depoimento da coordenadora Taisa Dias e do corregedor Hickel do Prado.)
• “Pressionou para a saída da professora Taisa Dias do cargo de coordenadora do EaD do curso de administração.” (É uma afirmação gratuita. O inquérito não informa de onde saiu essa suspeita nem aponta nenhum elemento que lhe dê consistência.)
• “Recebeu bolsa do EaD via Capes e via Fapeu.” (O inquérito também não informa de onde saiu essa suspeita, nem mesmo se existiu alguma irregularidade na concessão das bolsas.)
A juíza Janaína Cassol, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, analisou o pedido da PF em 25 de agosto e concedeu as prisões. Sobre o reitor e os outros seis acusados, ela escreveu: “Essas pessoas podem efetivamente interferir na coleta das provas, combinar versões e, mais do que já fizeram, intimidar os docentes vitimados pelo grupo criminoso”. Em 12 de setembro, a juíza pediu licença por problemas de saúde e foi substituída por Marjorie Freiberger. Dois dias depois, em 14 de setembro, a polícia lançou a Operação Ouvidos Moucos e prendeu o reitor e os outros seis. No dia seguinte às prisões, a juíza Marjorie Freiberger, sem que houvesse recurso da defesa do reitor e dos outros seis, resolveu revogar a decisão de sua colega e suspendeu as prisões. Ao contrário da antecessora, a juíza Marjorie não conseguiu ver motivo para tê-los levado para a penitenciária. Escreveu ela: “No presente caso, a delegada da Polícia Federal (refere-se a Érika Marena) não apresentou fatos específicos dos quais se possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições”. Mandou libertar todo mundo. Até hoje, a advogada do reitor, Nívea Cademartori, não entende por que seu cliente foi preso sem que tivesse a chance de se explicar. “Bastaria que a PF intimasse o reitor para depor, o que seria imediatamente atendido. Há uma banalização das prisões temporárias no país.”
Em seus últimos dias, Cancellier chegou a dar sinais de que não abandonaria o ringue. Em artigo publicado no jornal O Globo em 28 de setembro, quatro dias antes do suicídio, saiu em defesa própria e dos demais professores presos: “A humilhação e o vexame a que fomos submetidos há uma semana não têm precedentes na história da instituição”. O reitor também tentou recorrer da proibição de pisar no câmpus. Alegou que, como orientava teses de mestrado e doutorado, não podia deixar os alunos à deriva. A resposta da Justiça veio no sábado 30 de setembro, dois dias antes do suicídio: Cancellier estava autorizado a entrar na UFSC por três horas em um único dia. A decisão o devastou. “Como pode?”, perguntava. “Se demorar um minuto a mais, serei preso?”
A humilhação a conta-gotas ajudou a reforçar o quadro de stress pós-traumático do reitor, como a psiquiatria define a reação descontrolada do cérebro diante de um evento que está além de sua capacidade de absorção. “É como se o sistema de defesa do organismo entrasse em pane”, compara o psiquiatra Marcelo Fleck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Maria Oquendo, uma porto-riquenha baixinha que se tornou um gigante da psiquiatria americana e autoridade mundial em suicídio, diz que é dificílimo evitar a morte de vítimas desse tipo de stress. Elas nunca falam em suicídio, embora pensem no assunto constantemente. Um trauma como o que consumiu o reitor vira motivo de obsessão — mas, de acordo com as estatísticas, raramente conduz ao atentado à própria vida.
O reitor foi um dos raros casos. Na véspera de seu suicídio, sabe-se hoje, já estava tudo calculado. Ele recusou o convite dos irmãos para assistir a uma partida de futebol em que o clube de coração da família, o Hercílio Luz, tinha chance de voltar à elite catarinense. Preferiu sair com o filho Mikhail. Almoçaram, ele quis ver se estava tudo em ordem em sua casa, mas recusou-se a ficar para uma sessão de filmes na TV. “Preciso descansar”, despistou. Em vez de descansar, foi ao shopping em que morreria, assistiu a um filme e levou consigo a chave do apartamento, de modo a forçar seu irmão Acioli a dormir em outro lugar. Queria ficar sozinho na última noite. As cinzas de cigarro espalhadas pelo apartamento mostram que fumou ferozmente, quebrando a abstinência imposta pelo cardiologista. Escreveu quatro bilhetes. Um para o filho, outro para os irmãos, um terceiro para um amigo e o quarto carregou no próprio bolso. É o único cujo conteúdo é conhecido. “A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!!!”, diz o bilhete, com a ênfase dos três pontos de exclamação. No dos irmãos, referiu-se à imensidão do amor pelos dois, mas disse que a dor que o dilacerava era maior que tudo. Deixou bilhetes e documentos separados em uma pequena caixa no escritório de casa, encontrada por Mikhail. O filho disse: “O pai cumpriu a missão aqui”.
Até hoje, sabe-se apenas que o “esquema criminoso” durou principalmente de 2005 a 2015, quando Cancellier nem estava na reitoria. A Capes, que investigou o assunto, diz que o “esquema criminoso” era uma coleção de pequenas falcatruas de servidores escroques, sem a dimensão que se divulgou. O coordenador do programa do ensino a distância da Capes, Carlos Lenuzza, não revela detalhes da investigação, mas adianta: “Os valores dos desvios são muito distantes daquilo que se falou”. Até agora, um mês depois do suicídio do reitor, ninguém foi acusado formalmente de nada, e a polícia não chegou ao valor real que foi desviado. Ao ver a notícia do suicídio na TV, Zé, o garçom, desabou. Nem sabia que o amigo de toda a vida era reitor.
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2017.10.19 16:50 AlanWake007 Escrevi um texto, sei que ficou bosta mais queria saber no que eu poderia melhorar.

Eu fiz esse texto ontem depois do almoço, eu sei que ficou bosta, mais queria a opinião de vocês no que eu poderia melhorar, levando em conta que foi a primeira historinha que eu fiz e que eu demorei cerca de 30 minutos pra fazer.
19 de março de 2016 west Dubartonshire na Escócia, Brenda acordou as 07:00 da manhã estava com sono, não tinha conseguido dormi bem no dia anterior por ter tido muito insônia ultimamente, isso pode ter sido devido a sua rotina que mudou bastante no últimos dias, além dos estudos ela agora conseguiu um emprego como auxiliar de administrativo. A vida seguia bem, não era a melhor aluna da escola nem a mais esforçada, mais era uma garota comum tinha amigos e uma família que a amava, ela tinha acabado de fazer 15 anos e começava a entrar na vida adulta, apesar de não ser um adulta de fato ela ja pensava no seu futuro, ela não queria se casar ( não era muito religiosa ), mais queria construir uma família se estabilizar em um emprego e ser feliz... Agora já eram 07:30, ela tinha acabado de se levantar da cama, o dia parecia estava nublado o céu cinza e o tempo frio, não tomou café, na verdade nunca gostara de tomar café quando acordava, era uma mania, seu pai já tinha saído pra trabalhar e sua mãe estava terminando de fazer o café, seu irmão estava na sala assistindo as notícias diárias do jornal. Brenda foi pro banheiro se arrumou esperou dar a hora de sair de casa e foi caminhando pra escola, a escola de Page ficava perto de sua casa, por isso nunca se preocupou muito em se atrasar, ela tinha chegado cedo na escola, tinham umas 7 pessoas na sala, 4 estavam conversando sobre o último episódio de game of thrones, e as outras 3 pareciam falar algo relacionado a "legalização da maconha", Page podia ter se juntado a ambos os grupo, já que apesar de ter mais intimidade com seus amigos pessoais, ela sempre foi boa em se socializar e conversava com quase todos de sua classe, mais preferiu sentar em sua cadeira e esperar o resto dos alunos e seus amigos chegarem, pegou seu celular e conferiu se tinha algo importante no se WhatsApp, não tinha nada demais algumas mensagens de suas amigas, uma da sua mãe desejando Bom Dia e outra de uma garoto que ela vem falando a pouco tempo. Nunca tinha gostado de um cara antes e era a primeira vez que ela realmente parecia gostar de alguém, O nome dele era Wallace e ele tinha chamado ela pra conversar fazia umas 2 semanas atrás, ela logo começou a gostar dele, mais não queria ir muito rápido ( não queria deixar uma má impressão), mais sempre que ele chegava perto dela seu coração disparava, se sentia apaixonada mesmo sem saber o que isso significava, suas amigas davam apoio já que ele parecia ser uma boa pessoa... O resto da classe começa a terminar de chegar, incluindo suas amigas, uma delas chegou para Brenda e disse que Wallace queria falar com ela na hora do intervalo, Brenda perguntou o que era mais sua amiga também não sabia, portanto não se tinha oque fazer, o que claro não há fez ficar menos curiosa ou ansiosa. O Professor tinha acabado de chegar na sala era aula de Geografia, apesar de não gostar muito desse professor ela gostava de geografia, mais não estava nem um pouco afim de ver a aula, só conseguia pensar no que o Wallace tinha pra dizer a ela, tentou se acalmar e espera a aula passar, torcendo que passasse rápido, pegou seu caderno e ficou desenhando, era um do seus passatempos, desenhar ha acalmava e deixas as coisas mais felizes e além disso ela era muito boa nisso, gostava de desenhar desde que era pequena, e esse hobby nunca foi tratado com algo esquisito, na verdade seus amigos e até mesmo alguns "conhecidos" sempre pediam ela pra desenhar coisas pra eles , e isso não a irritava, na verdade era uma prazer imenso desenhar pro seus amigos, claro que sempre tinha alguns amigos que pediam umas coisas mais ousadas como desenhos pornográficos ou alguma coisa bizarra, mais não a incomodava muito, ja que ela via aquilo como uma forma de arte... A aula já estava acabando faltava 20 minutos, mais assim que Brenda começou a para de desenhar e olhar as horas parecia que faltava uma eternidade, estava tão ansiosa para saber o que o Wallace queria que começava a roer as unhas, uma de suas amigas comentou com a outra, dizendo como Brenda estava ansiosa e começaram a rir, ela não se incomodava com esses tipos de brincadeira e riu junto.... Estava dando 10:00 a aula tinha acabado, Page não saiu correndo desesperada pra encontrar com Wallace no intervalo por que queria parecer calma, eles não demoraram se encontrar Walalce a esperava perto da fila do refeitório, ele a comprimento, começaram a conversa e ele logo tocou no assunto dizendo que tinha algo para dizer a ela, ela curiosa perguntou o que era, e ele disse queria dizer pra ela mais em outro lugar, então ele deu a ideia dos dois de se encontrarem no mesmo dia numa praça que ficava perto de sua casa, era uma praça que normalmente casais iam pra namorar e até mesmo grupos de amigos iam para se divertir e beber cerveja, ela apesar de ficar mais curiosa ainda, aceitou o convite, despediu do James e foi logo contar pra suas amigas. Suas amigas sentiram a mesma empolgação que ela, e já disseram para ela que com certeza ele queria pedir ela em namoro, o que fez o coração de Brenda ficar ainda mais acelerado, ela se sentia tão feliz com a possibilidade de começar a namorar, ela nunca pensou em namorar cedo, mais se sentia tão contente em começar um namoro com uma pessoa que ela gostava .... As outras aulas passaram rápido, e agora Brenda já se via voltando para casa com mil pensamentos na cabeça, pensava o que o Wallaace queria dizer com ela, o que os pais dela iam achar se ela começasse a namorar, e o que as amigas dela iam achar disso... Era tão coisa na cabeça, que ela decidiu que precisava ficar calma para se encontrar com o garoto mais tarde, então decidiu passar numa padaria e comprar algo pra comer antes de ir pro seu estágio, ela então chegou no local e decidiu que ia comprar um sanduiche, não ia comer o lanche agora, ia deixar pra comer no seu estagio, já que sempre sobrava um tempinho pra um lanche onde ela estagiava, chegou no local( a padaria estava vazia ), Brenda chegou para o dono da Padaria e pediu um sanduiche e uma coca, ele cobrou o valor do lanche e logo após pulou pra cima da Brenda e desferiu uma facada na altura do seu abdômen, Brenda caiu no chão com muita dor mais sem conseguir gritar, então o homem da padaria sem motivo algum começou a desferir várias facadas no peito da adolescente, que demonstrava tentar parar as apunhaladas com a mão, no mesmo momento ela já não parecia estar mais consciente, os olhos começavam a fechar( estava morrendo) , enquanto o homem da padaria continuava a dar facadas no rosto da jovem, que começava a ficar desfigurado( agora já morta) a faca conseguia atravessar todo o rosto e sangue voava por toda parte, foram tantas facadas no corpo de Brenda que mal podia se contar, o corpo estava simplesmente e totalmente mutilado, depois das facadas o homem tirou a roupa da adolescente e a começou a estuprar o corpo já morto enquanto dava socos no cadáver de Brenda, depois de ter terminado, o homem pegou o corpo e jogou no mar que ficava próximo a cidade. FIM
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2017.09.17 05:55 pedrothegrey O detetive.

Entendiado na sala de espera. Fazem quarenta minutos que estou sentado neste sofazinho marrom, esperando que me chamem. Folheio as revistas e ouço o barulho da rua, o som das buzinas irritadas e o choro das crianças, o grito das mães, do dinheiro que entra no caixa, do assaltante que foge. Os sons que por mais de 10 anos escuto todo santo dia.
— Detetive N...! — Ouço a secretária gritar.
— Aqui. — Respondo, com rispidez.
— A doutora H... pediu para que o senhor entre, a consulta vai durar apenas vinte minutos. Não se preocupe.
Faço que sim com a cabeça e entro no consultório. Era diferente do que eu imaginava, na sua mesa tinham algumas pilhas de papéis, fichas dos pacientes, algumas revistas de psicologia em francês e inglês e uma cadeira na frente da mesa. Ela era uma mulher alta e bonita, motivo pelo qual tantos policiais não se importavam em ter que fazer as seções obrigatórias. Eu me sento na cadeira, pego o maço de cigarros amassado que guardo no bolso e puxo um cigarro.
— Você não pode fumar aqui. — Ela me diz, e com muito desgosto guardo o cigarro. — Estou vendo na sua ficha, você veio aqui porquê... deixa eu ver... Ah! Agrediu um padre. O senhor confirma? Ótimo, vamos prosseguir. Esta é a primeira das sete visitas obrigatórias, vou pedir para que o senhor assine aqui. E aqui. Obrigada. Agora sente-se. O senhor poderia me contar um pouco mais sobre sua experiência?
— Sobre o padre? Vamos, doutora, está tudo na ficha. Tudo bem, tudo bem, eu falo. Tínhamos uma investigação de violência sexual de um menor na paróquia da rua 52. Recebemos alguns telefonemas anônimos detalhando certos aspectos da aliciação dos garotos, e o modus operandi deste padre em específico. Minha equipe seguiu de perto o caso, e tínhamos fortes evidências que sugeriam que o padre guardava um diário, onde ele fazia uma espécie de confessionário com ele mesmo. Pedimos um mandato ao Juiz para investigar sua casa e encontrá-lo, mas vi que ele ia rejeitar o pedido quando retirou debaixo do terno um crucifixo e o mostrou para mim.
Eu olhava pela janela que ficava ao lado da cadeira onde me sentava, e contemplava, como um espectador em imersão, as entranhas da cidade. Havia muito que eu não enxergava as vísceras dela, mas daquele consultório eu tinha uma visão privilegiada da podridão.
— Continue, por favor. — Ela disse, rabiscando seu bloco de notas.
— No fim das contas, o juiz acabou contando ao padre sobre a investigação. As provas, nesse momento, devem estar enterradas debaixo dos sete círculos do inferno. — Eu disse, cansado.
— E você foi atrás dele? Quer dizer, do padre. — Ela perguntou.
— Olha, doutora, acho que repetir tudo que está registrado na minha ficha não vai me ajudar em nada. O que você quer que eu diga? Olhe pela janela e veja. Pouse seu olhar em um ponto fixo e observe os arredores, note como o ponto vai mudar. Perceba como as pessoas vem e vão em perfeita harmonia com o ambiente, com uma sincronia ímpar entre a indiferença social e cósmica. Socar a cara daquele padre não me fez bem, tampouco ajudou as crianças ou a investigação. Fiz o que fiz pelo mais mesquinho dos desejos. Sou isso, tempestade e ímpeto. Um coração à deriva, uma garrafa de consciência largada num oceano revolto de emoções profusas e indistinguíveis. Tentar ver valor ou significado nas minhas ações vai se mostrar, como a senhora verá nas próximas seções, a mais inútil das tarefas.
Um alarme que vinha do relógio de pulso da doutora disparou.
— N..., acredito que estamos progredindo. Nossa seção está encerrada, mas o aguardo para a próxima. Você se importa de chamar o próximo? Feche a porta. Adeus. Eu saio do consultório. São 18:30h e já anoiteceu. Uma noite sem estrelas, sem o máximo atestado da indiferença do mundo. Isso me força a olhar para frente, para a rua e para as pessoas. Elas tem caras de sono, mas a doença destas é o tédio, que em um bocejo mortal, engolirá a todos nós. Da onde eu ouvi isso? Deve ter sido algum francês, talvez Baudelaire ou Flaubert, não tenho certeza. Mas soa francês, não é?
Caminho para o estacionamento, entro no carro e dou a ignição no motor. A 120 quilômetros por hora numa rodovia mal iluminada, enxergo somente a sinalização reflexiva do chão. Algum drogado sai correndo de um canto qualquer, e num instante me desvio dele, derrapando os pneus e quase capotando o carro. Com o coração acelerado, sinto a adrenalina residual no meu corpo, que agora não tem mais uso além de deixar tenso. Talvez seja esse um problema mais geral do que eu imaginei, adrenalina residual.
Meus punhos ainda doem. As crianças ainda choram. E o padre ainda faz sua confissão e se exime dos pecados. Numa espécie de autoflagelação profana, nós seguimos unidos em um mesmo destino, em uma mesma aventura pagã e sádica. Eternas peças em um tabuleiro sem divisões, de um jogo sem regras. Sem um começo ou um final, seguimos no mesmo ritmo melancólico até o final das eras. Todos nós. Eu, as crianças e o padre.
Perco minha linha de raciocínio; o bip de superaquecimento do carro havia sido acionado há alguns minutos, e somente agora, quando o carro começa a esfumaçar, reparo. Ligo para a seguradora, em vinte minutos o reboque vai chegar. Me sento no banco novamente, olhando os carros que vão e vem, em borrões retangulares à luz de postes amarelados. A maioria tem seu destino para fora do centro da cidade, correndo o mais rápido que podem em direção aos subúrbios, tentando fugir de mais um dia.
O reboque chega e eu ganho uma carona. Preencho a papelada da oficina; me dão um prazo de duas semanas para terminar de consertar o carro. Chego em casa, tão disperso que nem me lembro como. Não importa. Tiro o uniforme, o revólver do coldre. Banho. Me sento a frente da escrivaninha, tiro a munição do tambor da arma, desencaixo o tambor e a empunhadura. Limpo o revolver com delicadeza, tirando poeira e pólvora seca de cada ranhura. Respeito a arma. Melhor, eu a admiro. Ela é um símbolo, e Deus sabe que temos poucos bons símbolos hoje em dia. É muda e sincera, a face da morte, representante máxima da impotência e da ignorância humana. Eu entendo o motivo pelo qual, durante o treinamento, fomos disciplinados a amá-la como nossa mulher. Ah! Eu entendo. Eu durmo em rápida e profunda dormência...
... Estou atrasado. Visto meu uniforme e vou para o ponto de ônibus. Faz um calor opressor, o vento corre pelo meu rosto, secando-o em pinceladas secas e dolorosas. Insipiro e expiro; o som é alto e seco, um barulho de papel amassando, de cigarro queimando. O ônibus chega e libera mais uma lufada de ar quente, que sai do escapamento, em mim. Entro e me sento. O calor faz o rosto das pessoas parecer miserável às sete da manhã, e o meu não é diferente. Olho pela janela e o sol mutila a todos como o olhar de uma mulher, mas não me engano, pois nem todos sentem isto, assim como nem todos estão conscientes dos olhares das mulheres, da maré alta durante a lua cheia ou das flores do mal, que morrem em agonia, sem o amor de um poeta. De novo essa paixão francesa no meu coração, recorrente, irreal.
Alguém faz sinal. O ônibus para e entram uma mulher e duas crianças. Uma delas com cinco ou seis anos, a outra, apenas um bebê no colo de uma mulher. Uma mulher negra, magra, com um cabelo desgrenhado, porém bem cuidado. Alta e forte, ela carrega a criança como se nada pesasse, se move com graça com toda a bagagem feminina, isto é, bolsas, fraldas, mamadeiras, roupas reserva etc. Vestia um vestido colorido, predominantemente verde, e no pescoço, um crucifixo de madeira. Quando tirei os olhos dela e olhei o menino, foi que reparei quem ele era. Nunca vou esquecer do olhar que me deu, nem da forma como, logo em seguida, desviou o olhar envergonhado. O medo, o desespero, a dor nos olhos de uma criança; de todos os grandes filósofos, só o maior deles entendeu o desespero de uma criança, mas mesmo assim, Ivan Karamazov só renunciou a Deus. Que haverei eu de fazer? Eu, que já não tenho a quem fazer rebelião, pois que nunca tive religião. Não amo a vida, o viver, e portanto não me basta o destino de Werther, de Hemingway. O que é o homem sem rebelião, ou ainda, sem a quem se rebelar? Nada mais que um inseto. E esse pensamento sempre foi tão natural, tão profundo no meu ser, que me espanta só agora ter me tornado consciente dele.
Em pouco tempo, cinco horas se passaram. Estou almoçando sozinho, em um restaurante barato, vendo o noticiário sensacionalista do horário dos insetos. O trabalho não me deixa em paz nem quando como. Saio de lá de estômago vazio, pago minha conta e me ponho a andar. Em alguns instantes já será hora da consulta.
— Assine aqui... e aqui. — Disse a doutora. — Sente-se, por favor, fique à vontade. — Nos sentamos e nos encaramos por alguns segundos.
— Posso quebrar o gelo?
— Com certeza.
— Você quer tomar um café comigo depois da sessão?
— O quê?
— Vai ser interessante.
— Isso é inapropriado, senhor N...!
— Ah! Tudo bem. Bom... é...
— O senhor pode começar me falando como se sentiu depois da sessão anterior.
— Eu comecei a fumar mais.
— Tem vontade de parar?
— Nenhuma.
— O senhor deveria ten...
— Você pode me receitar algum remédio para dormir? — A interrompi.
— O senhor está tendo problemas para dormir?
— Não. Durmo o sono das crianças. Só que são as dessa cidade.
— Ri, e percebi que ela se assustou com o comentário.
— Não existe razão para que eu receite esse tipo de remédio então, não é?
— E o que você pode me receitar?
— Qual o seu problema?
— Achei que você pudesse me dizer.
— Sou a mediadora, senhor N...
— Ah! Entendo. Posso ir embora?
— A corporação o obriga a fazer as seções.
— Eles sabem ser persuasivos. Eu não tenho nada para falar hoje. E como eu disse, tudo que faço é ímpeto. A senhora não vai achar nenhum material de estudo nos meus problemas.
— Meu objetivo não é esse. Quero somente te ajudar.
— A senhora pode reverter uma decisão judicial?
— Não, não posso.
— Então a senhora não pode me ajudar.
Passados cinco minutos de silencio, eu olhava para o teto e para a janela do consultório. Da rua, via-se um bar. Nele, rapazes sem camisa, com bermuda e boné. Carros de som estacionados na rua reverberam música em volumes altíssimos. Os gritos e os risos raramente eram distinguidos do som alto, mas se faziam ouvir no meio do barulho. Do outro lado da rua, saído de algum beco inominável, um homem branco, pálido, magro, seco e encurvado, atravessa a rua. Sua camisa, rasgada pela metade, expunha sua costela que se sobressaía da pele. E o cheiro e a dor da miséria eram transmitidos no olhar. Seus braços estavam cobertos de feridas, o sangue denso, coagulado, estava preso na pele, acobertando parte das manchas de infecção que seu corpo colecionava. Ele tremia as mãos e na direita exibia um caco de vidro. Ele se aproximou do bar convulsivamente, tremendo todas as partes do corpo. Um homem sem controle. Aquilo já não era mais um homem, não era... Ah! Os insetos! Sempre me perseguem. Absorto em meu pensamento narcisista, só me dou conta do problema depois que o som dos carros é interrompido. Os rapazes expulsam o ser à socos e chutes. Como ele não rachou ou quebrou é impressionante, devo dizer. Olho para a doutora e aponto, com o olhar, para a rua.
— Só assine aqui antes de ir. — Ela disse.
Saio depressa do consultório, chego na calçada e avanço para o bar. Perguntas rotineiras. Sigo o caminho que disseram que o inseto havia percorrido, e faço eu o mesmo caminho. Procurando; Ouroboros. Perco rapidamente a corrida, os labirintos do centro se estendem além da compreensão humana, e paro no meio da rua, ofegante. O silêncio me oprime. Olho no celular; 18:13. A noite começa a chegar, aumentando o sibilo do vento e diminuindo a temperatura. Eu só tenho que seguir na mesma direção que ele pode ter ido, me embrenhar mais profundamente nas ruas apagadas, passar por entre as praças, com seus bancos e brinquedos quebrados. Eu tenho que continuar a seguí-lo. Eu quero continuar. Uma raiva irracional começa a brotar de mim, e a abraço como ela vem.
Subitamente, um grito. Agudo, desesperado, forte e vigoroso. Deus! Eu demorei demais. Sigo o grito, "SAI DAQUI! MEU DEUS, AJUDA!", viro uma, duas, três ruas e o grito cessa. Debaixo da luz do poste, embaixo de um céu sem estrelas, jaz um corpo que sangra. Eu saco o revólver e sigo com cautela, olho em todas as direções e me aproximo do corpo. Coloco meus dedos indicador e médio no seu pescoço; sem pulso. Viro o corpo e a luz amarelada e inconstante do poste revela uma mulher negra, bonita. Com um vestido verde manchado de sangue, rasgado no peito e na barriga. O sangue escorre delicadamente do seu corpo, criando um padrão singular no chão, onde uma pequena poça se forma, e em um ou dois segundos, o sangue caminha devagar para o esgoto. O crucifixo que ela usava mais cedo havia sumido. A melancolia não me atinge, a adrenalina permanece comigo, olho atento em todas as direções e... Ela não carregava um bebê mais cedo?
Aperto a empunhadura do revolver com força, estendo meus braços e tento mirar para frente. Minhas mãos tremem; um homem sem controle. Não posso me desesperar agora, não, não agora! Ouço um barulho pouco mais alto que meus pensamentos, uma lata de alumínio cai no chão. Achei. Sigo o som devagar, com passos determinados. Uma esquina; me viro rapidamente, engatilhando o revolver. Da sombra sai o inseto. Trêmulo e vacilante. Cadê o bebê? Cadê o bebê? Olho para os lados mas é só escuridão.
— Você pegou o bebê!? — Gritei. — Responde, caralho!
O inseto grunhiu baixinho, como se coçasse a garganta. As mãos trêmulas sobem e sobem, até chegarem na sua boca. Ele a cobre com uma das mão, e a outra o acaricia, como se tivesse vida própria, independente. Ele ri, uma risada abjeta e irreal, que não exprimia felicidade, nem dor, nem qualquer sentimento humano. Era um som, que me convém chamar de riso, pela semelhança auditiva. Em um borrão, num movimento cego, aperto o gatilho. O martelo cai e cria a faísca... Silêncio. Depois de tanto limpar o revolver ele falha agora, é como se a lua afetasse as armas como ela afeta as mulheres. Segurei o revolver pelo cano e tambor, com a outra mão segurei o cabelo da criatura. O barulho seco da madeira batendo no crânio dele ecoava no beco escuro. A empunhadura estava manchada de sangue, e não sei diferenciar meu sangue do dele na minha mão.
— O que 'cês tão' fazendo aí, porra? — Gritou uma voz, vinda da janela do apartamento do lado do beco.
Isso! A luz do apartamento. Eu olho para frente, e do lado de uma montanha de sacos de lixo, encontro o bebê, e o pedaço de vidro que o inseto carregava mais cedo estava fincado no seu pequeno pescoço. A luz se vai, o homem vê minha arma e o corpo no chão e se assusta. Se esconde na sua casa. Ele vai ligar para polícia, nem preciso me incomodar. Pego meu celular, mas a tela trava com o sangue e o suor, desisto. Me sento na calçada junto da mulher, embaixo da luz do poste. A poça de sangue chegou no bueiro, e meu coração ainda corre acelerado; adrenalina residual. Depois disso ainda tenho que pegar um ônibus para casa, será que eu vou encontrar o menino? Não, claro que não, ele vai para a delegacia... Espero que eu não tenha que dar a notícia para o garoto.
O barulho das sirenes fica mais e mais alto. Os carros estacionam.
— Senhor N..., você 'tá' bem? 'Tá' machucado? — Me perguntou um dos cabos.
— Não. Só não quero que o D... me coloque pra falar com o garoto.
— Que garoto?
— O garoto, porra. O filho dela. — Apontei para o corpo da mulher.
— Vou pedir 'pro' S... te levar, ok? Deixa que a gente cuida do resto.
Fui colocado na viatura e levado para a delegacia. Da janela, eu via os borrões dos carros, indo e vindo. Na minha mente falavam uma multidão, uma pluralidade de vozes, gritos e sons ininteligíveis. Uma pena, não ouvi o barulho do motor velho da viatura, o zunido dos carros que passavam por mim, me eram sons caros, me acalmavam. O carro parou de repente. Fui retirado por um colega e colocado na minha sala. Me deram água e café. Alguém bate na porta.
— Entra.
— N..., como você tá?
— Eu vou ser preso?
— Por causa do drogado? A gente já deu um jeito nisso, ninguém vai notar.
— Ótimo. E o filho da mulher?
— Já encaminhamos o garoto para o orfanato municipal. Falamos com ele, me disseram do seu pedido.
— Perfeito.
O orfanato municipal, eu já sabia, recebe a maior parte da ajuda e doações da paróquia da rua 52... Eu mereço meu destino, juro que mereço. Mas a mulher e os meninos não, não, não mereciam. E mais um dia se passa na cidade dos insetos, onde nossa sina cruel e vil se faz visível através das almas inocentes. Eternamente impotentes, pagamos um dívida infinita à ninguém, nadando nus em um mar de canivetes e facas, onde a consciência se desfaz e o desespero é cada vez mais cutâneo.
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2017.08.04 23:18 joaoantoniomanuel [Sério] Alguém com experiência com o medicamento Paroxetina e ansiedade social que me possa dar conselhos.

A semana passada fui a uma consulta com um psiquiatra porque sofro de ansiedade social. Expliquei-lhe a minha situação toda, os problemas que tenho, como é que a ansiedade me afecta a vida e isso tudo.
Basicamente o maior problema que tenho são os tremores das mãos, em situações sociais em que não estou muito confortável com as pessoas com quem estou ou quando tenho muita atenção posta em mim costumo ficar muito nervoso com adrenalina a correr pelo corpo todo o coração a bater para cima de 120 bpm, chegando muitas vezes a níveis que não são nada saudáveis. Apesar disso, consigo funcionar normalmente e fazer apresentações orais ou falar com pessoas novas e esse tipo de coisas sem que ninguém note nada de fora do normal. Onde tenho maiores problemas é em situações dessas mas que tenho que utilizar as mãos para fazer alguma coisa porque fico com as mãos a tremer.
Estes tremores das mãos começaram em situações relativamente importantes ou stressantes como reuniões em que tenho que escrever num quadro ou em trabalhos de laboratório com pessoas a assistir mas foram progressivamente começando a aparecer em situações mais banais como um almoço com pessoas que não conheço em que fico com as mãos a tremer para a usar o garfo ou a pegar num copo, ou o simples facto de ter que estender a mão para dar um passou-bem.
A situação foi sempre progredindo para pior e chegou a um ponto em que já me estava a afectar a minha vida social de uma forma muito significativa, comecei a evitar sair com amigos ou a ir a jantares ou a por me em situações em que sei que irei ter que fazer alguma coisa com as mãos (eu sei é ridículo, por mais que eu raciocine e pense de uma forma lógica e perceba que esta situação é tudo um absurdo não consigo evitar ficar neste estado). Hoje em dia posso dizer com alguma certeza que 90% do meu stress vem do meu medo que alguém me veja com as mão a tremer, ou de estar numa situação em que não tenha maneira de escapar e tenha de usar as mãos.
(Um exemplo disso, estou a jogar com um grupo de amigos e de amigos de amigos um daqueles jogos de álcool em que quem perde tem que dar um golo na cerveja. Só de jogar já estaria numa pilha de nervos, mas se eu perder e me calhar a mim beber vou estar com as mãos todas a tremer e vou fazer uma figura ridícula à frente daquela gente toda, e pensar nisso fico ainda mais nervoso e entro num ciclo vicioso até começar a ter um ataque de pânico completo)
Enfim, expliquei toda a minha situação ao médio que me foi fazendo perguntas sobre a minha vida pessoal, e se tinha tendências para depressões (não tenho) e coisas dessa natureza.
No final passou-me uma receita médica para Paroxetina fiquei de tomar meio comprimido durante uma semana um por dia e depois passar para um comprimido inteiro. Eu perguntei-lhe o que é que era aquele medicamento ele explicou-me uma coisa qualquer já não me lembro bem, mas pela descrição dele não fiquei com a impressão de ser nada de muito forte.
Enfim, tenho estado a tomar o dito medicamento, mas logo no dia seguinte não me comecei a sentir a 100%, estava com dores de barriga como se tivesse prisão de ventre (que pode ou não estar relacionado com o medicamento), e estava parecia que tinha um formigueiro no cérebro e com o corpo todo a tremer parecia que tinha tomado 10 cafés, e outras coisas menos significativas tipo enjoos lijeiros, ou tonturas/cabeça leve quando me levanto. No geral tenho me estado a sentir um bocado instável e inquieto, para além de que não me conseguir masturbar mas isso é o menos. Efeitos benéficos não notei nada mas também não estava à espera o médico disse-me que seria um tratamento a longo termo pelo menos 1 mês até sentir algum efeito.
Fui ler o panfleto informativo do medicamento e ler sobre ele na internet e vejo que é um antidepressivo muito forte, que cria habituação e que tem efeitos secundários graves entre eles tremores que era exatamente aquilo que me cria ansiedade e fiquei um bocado assustado especialmente porque depois de criar habituação os efeitos do desmame são fortes.
Queria saber se alguém já teve experiências positivas com este medicamento para ajudar com a ansiedade. Eu estou a pensar ir a outro médico pedir uma segunda opinião porque este medicamento parece-me ser uma coisa séria e queria ter a certeza que me será benéfico.
Se leste até aqui obrigado! Desculpem a parede de texto mas queria dar o máximo de detalhes possíveis.
EDIT: Muito obrigado a todos pelo contributo e simpatia.
No futuro farei um update com o desenvolvimento da minha situação para ajudar pessoas que possam vir a encontrar esta thread. Obrigado! Até à vista!
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